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A segunda vida das roupas da Divine

Já tinha batido tantas portas e recebido tantas negas que desisti. Sim, somos uma loja de roupa em segunda mão, ou vintage, mas importamos as peças a preços tão incríveis que as podemos vender por quase nada. Nunca ninguém me disse isto assim, claro, mas tantas pessoas questionei que é mais ou menos isso que se passa. O importante para o caso é que a resposta era sempre a mesma: não, não vendemos roupa de outras pessoas. Ou seja, não vendemos as suas.

Depois de participações esporádicas em feiras, que deram para perceber que são as turistas que dão gritinhos de alegria ao ver as minhas peças e que um espaço para experimentar é essencial quando se trata de roupa, arrumei tudo, pensei que tinha desistido. 

Acontece que, às vezes a vida dá-nos voltas que não imaginávamos. E, num destes dias à tarde em que já é noite, ao sair do sapateiro onde fui buscar umas botas, dou de caras com a Ruma. Não resisti e entrei. Tinha coisas giríssimas, vintage, usadas e novas. Não resisti a experimentar um vestido. O preço era mais do que convidativo. 

Pensei, que se lixe, vou perguntar. E a resposta foi diferente: sim, acolhemos vários projetos, seja roupa vintage, seja usada, seja de criadores, de bloggers. Vasculhei sacos, malas e baús para retomar o Divine Shape - Secondhand Clothing na Ruma, onde as minhas roupas (umas usadas, outras nem por isso) vão estar pelo menos durante o próximo mês.
Há calçado, carteiras e roupa, em tamanhos que vão do S ao XL, Algumas (muitas) coisas estão novas. Já fui um XL, um L, um M e agora sou um S/M. Tenho imensa roupa quase por estrear que já não me serve e outras também por usar que me servem, me ficam bem, mas, que não visto, embora goste imenso delas.

Estão, por isso, à venda na Ruma, na Rua Mártires da Liberdade, 83. O espaço encerra à segunda-feira e nos outros dias está aberto a partir das 14h e até às 20h. 

Para já não há imagens, mas a visita vale a pena.

Those dancing days


Foi a Sílvia Silva que se lembrou e eu não podia deixar passar em claro porque, como ela, continuo a vibrar com estas músicas, a achar que podia ter sido bailarina, que dançar me faria feliz.

Não, nos anos 80 não haviam estrelas Disney, nem DVD e canais de televisão para criança e eu, como ela, vibrava com estes filmes de dança: o Footloose, o Flashdance e, sobretudo, o Fame. Há uns anos fui ao Coliseu ver um musical do Fame que nem sei se era bom ou mau, mas saí de lá para o metro a levantar as duas pernas como se fosse bailarina profissional e a abanar-me como uma doida. Não é só revivalismo. É outra coisa um bocadinho diferente, talvez o voltar a vibrar com o sonho da dança.

Ainda hoje ensaio uns passos de ballet, copiados de tudo o que passou na televisão e que incluia bailarinas. Não sei se havia escolas de ballet na cidade onde eu vivia quando era criança. Os meus pais nunca se lembraram de tal. Eu também nunca pedi. Mas dançava. Muito. Porque tinha vontade, porque me alegrava a alma, porque me fazia feliz. Também tinha umas perneiras, cor-de-rosa, que a minha tia me fez. 

Para além destes três filmes de dança que a Sílvia cita, foi também importante para mim um outro, já mais próximo dos anos 90 e um bocadinho diferente, muito romântico, daquele dos amores impossíveis que tudo superam, outra coisa também bastante típica na altura, pelo menos do que me passou pelas vistas na época. No caso, que é o do filme Dirty Dancing, o amor, ou a dança, não sei bem, serviram até para superar a inabilidade da introvertida Baby, o que só fez com que me identificasse totalmente com ela, que era tímida, sem uma beleza óbvia e conseguiu conquistar aquele figurão que era o Patrick Swayze. Era tudo o que eu sonhava, naquele tempo em que me sentia um patinho feio, um amor daqueles, a fazer acreditar que tudo é possível, Thoseque o amor basta, que não se mexe, que existe a pessoa perfeita para cada um de nós. O filme, e outros do género, fizeram-me acreditar em tudo, ainda que nada acontecesse. Durante mesmo muito tempo. 

Crescemos assim, e depois, puf. Não é necessariamente mau, talvez possa ser melhor, mas é muito diferente. A música que ainda hoje me faz tremer, ao ouvi-la e ao ver a dança, é o Time of my Life. Vi o filme várias vezes de cada vez que o aluguei (sim, naquela altura havia clubes de vídeo onde alugávamos filmes)  para aprender todos os passos. 

Na altura serviu-me de pouco, talvez apenas para os meus pais pensarem que estava tolinha, embora a mania das danças já viesse de muito cedo. Há uns dez anos, mais coisa menos coisa, consegui personalizar o salto do Time of my Life (ao som de outra música qualquer) com o meu mais que tudo (em vez de lhe saltar para os braços esticados ao alto, como os do Patrick, fazia a corrida e saltava-lhe para o colo, foi uma emoção).  Há umas semanas, enquanto viajávamos de carro, numa rádio local passou o Hungry Eyes, do mesmo filme. Pedi silêncio, comecei a cantar, emocionada, até. Repetia cada detalhe como quem há muito tempo não respirava. "Nem vou perguntar como é que conheces isto", disse ele. Toda a gente que viu o Dirty Dancing conhece isto, respondi.

WHAT' S IN YOUR CLOSET # 48 Carolina Mendonça (www.facebook.com/catavento.shop)


Diz que anda sempre despenteada, mas eu nunca reparei em nada (e aquele pedacinho de cabelo à frente da cara na fotografia de baixo não vale como despenteado, diria que é apenas charme). Carolina Mendonça, uma das mentoras do projeto Cata-Vento, uma loja online de produtos vintage, tem um estilo descontraído invejável e um interesse fora do comum por maquilhagem. Por norma, apenas a usa quando sai à noite, apostando na pintura dos olhos e das unhas, mas isso não lhe retira o interesse pelos vários nomes de produtos, técnicas e tutoriais associados. "Better than sex”, "Honey Lust”, “Knight Divine”, “Pirate” e “Naked Lunch” são alguns dos nomes de sombras e vernizes que a conquistaram (mas mais alguém sabe o nome destas coisas?).

Apesar de tanto conhecimento e de já se ter querido vestir como a Madonna e a viúva Porcina da telenovela Roque Santeiro, mantém um estilo casual, discreto e confortável, através de peças que compra por paixão: olha para elas e percebe que vão ser felizes juntas. É, assim, uma compradora rápida e solitária. Tem um armário caótico onde existem, essencialmente, casacos e carteiras. Não resiste a capas nem a detalhes com pérolas, fitas de cetim e rendas, mas aposta mais no calçado do que em roupa.

1. Qual é o primeiro momento do dia em que pensas na roupa que vais vestir? 
Demoro pouco a decidir, depois do banho consigo tempos olímpicos até ficar pronta.

2. Preocupas-te com isso ou vestes a primeira coisa que te aparecer à frente? 
Não me preocupo muito, o critério é sempre o conforto. Confesso que, em dias não rotineiros, (se tenho uma apresentação, uma reunião formal), programo com alguma antecedência. E também tenho dias maus, em que um monte de roupa nasce e cresce em cima da cama por nada ficar bem. 

3. Qual a tua principal preocupação estética antes de sair de casa? Não sair maquilhada ou ter a certeza de que não te esqueceste de nenhuma peça de roupa fundamental? 
A minha maior preocupação estética é lamentar a sua inexistência, sou conhecida por andar permanentemente despenteada. Durante o dia, raramente uso maquilhagem mas quando saio à noite gosto de brincar. Adoro os nomes dos produtos e das técnicas e perceber que existem tutoriais especificos para “smokey eyes”, “twiggy lashes” ou para parecer a Audrey Hepburn no “Breakfast at Tiffany's”. Estou a usar uma máscara (o que é feito do rímel dos anos 80?) chamada “Lashgasm” e comprei a “Better than sex”, parece prometer. “Honey Lust”, “Knight Divine”, “Pirate”, “Naked Lunch” são nomes de sombras e de vernizes que conquistam o meu coração. 

4. Qual é o teu estilo? 
Sei que é a resposta mais frequente mas não consigo definir o meu estilo. Ouço muitas vezes um “vi uma camisola que era totalmente Ana Carolina” e assim percebo que tenho algumas particularidades. Uso peças discretas e confortáveis, não resisto a capas, nem a detalhes com pérolas, fitas de cetim e rendas. 

5. Como é o teu armário? Cheio, arrumado, desarrumado, caótico? 
Caótico. Conto com a esporádica intervenção (divina) da minha mãe para evitar desastres.

6. Quais as peças/artigos que tens em maior número? Sapatos, vestidos, camisolas? 
Carteiras e casacos.

7. Como é que escolhes/compras a tua roupa? 
Compra passional quase sempre, olho e sei que vamos ser felizes. Sou rápida e solitária nas compras, gosto de tocar. O critério passa sempre pelo conforto por isso privilegio a qualidade materiais.

8. Encomendas roupa online? 
Sim, mas como referi anteriormente prefiro tocar e ver o corte, sou péssima em projecções 3D. Compro mais calçado do que roupa. 

9. Qual a tua loja preferida? 
Difícil escolher uma, gosto de caçar tesouros, entrar em várias e encontrar. Gosto bastante de lojas de roupa em segunda mão, tenho a minha lista de favoritas por cidades. 

10. Qual a tua peça de roupa preferida? - neste momento e de toda a tua vida (algum artigo que tenhas amado perdidamente e que morreu de velho) 
Umas sapatilhas, Adidas Forum Mid.

11. Há alguma pessoa (conhecida ou não) cujo visual "invejas"? Gostavas de ser como quem? 
Gosto muito de ver a minha irmã e amigas a “espalharem magia”. Gosto muito do visual Hollywood nos anos 50 e 60, por isso adoro carteiras, luvas, chapéus. 

12. Já houve alguma altura da tua vida em que querias vestir-te como alguém? Quem? 
Nos anos 80 queria ser a Madonna e desejei profundamente vestir-me como a viúva Porcina do Roque Santeiro. Agora gostaria de me vestir como a Helena Nunes, uma menina que conheço e que acho que merece ser fotografada todos os dias. 

13. Alguma vez saíste de casa sem sapatos, com uma meia de cada cor, com a camisola do avesso ou outro episódio semelhante? Qual? 
Camisola do avesso com alguma regularidade. 

14. O que trazes vestido neste momento? 
Calças pretas, camisola preta, sapatilhas e uma capa. 

15. Se hoje tivesse sido um dia perfeito, com tempo para tudo o que precisas, o que terias vestido? 
Calças pretas, camisola preta, sapatilhas e uma capa. Tive tempo, ando a passear uma carteira linda que o meu melhor amigo me ofereceu, obrigada David. 

16. O que achas que devias eliminar do teu guarda-roupa de uma vez por todas? 
Vou passando filtros com regularidade mas devia acabar com as peças dois ou três tamanhos acima do meu. 

17. O que devias vestir mais vezes, mas não vestes? 
Vestidos e saias. 

18. Se tivesses de dar um conselho de estilo a ti própria, qual seria? 
Penteia-te! 

Quem deitou fora arrependeu-se. Ou não?

O século XXI pode muito bem vir a ser o século do "não deites nada fora porque vai servir-te para alguma coisa". Depois da época do consumir e deitar fora sem pensar em mais nada instalou-se um pouco por todo o lado uma nostalgia que começou apenas por se traduzir em recordar. Lembrar as músicas, as roupas ou os desenhos animados de uma altura em que quase todos víamos e ouvíamos o mesmo porque os canais de televisão eram só dois e as lojas meia dúzia, não havia nada do que se pareça com a multiplicidade de escolha atual.

Como as memórias são comuns, foi fácil iniciar pequenos ou grandes grupos de aficionados por recordações da infância e criar movimentos como o que foi lançado (com sucesso) por Nuno Markl para a reedição do gelado fizz limão. Sim, ele mesmo que depois criou toda uma Caderneta de Cromos nas manhãs da Rádio Comercial, com direito à versão em papel. As memórias são as mesmas, mas se muitos deitaram fora o que a dada altura da vida consideraram tralha, outros houve que as guardaram. Foi muito à custa deles que se reuniram informações precisas sobre lembranças vagas e ainda se trocam, compram e vendem bonecos de PVC ou outras preciosidades, essencialmente dos anos 80 e 90 do século passado. 

A nostalgia ganhou corpo e forma em inúmeros projetos, novos artistas e "crafters" começaram a reinventar peças e técnicas que já só as nossas avós sabiam ensinar, o kitch ganhou graça, o crochet colorido afinal não é assim tão mau. 

Na moda, percebeu-se a apetência pelo vintage e deu-se novas roupagens a formas de roupas e sapatos que ficaram famosos pelo menos desde os anos 20. Quem deitou fora, arrependeu-se. Não há nada mais chique do que "the real thing", o vestido acabrunhado no baú da avó, os sapatos escondidos no sótão da mãe, a carteira que a tia não deitou fora. Até as lojas e feiras de roupa em segunda mão cresceram em Portugal, ainda que a apetência dos consumidores nacionais por peças usadas esteja muito distante da que existe noutros países. 

Deitar fora é destruir memórias que as fotografias não satisfazem. Quem deitou fora percebeu o desperdício, arrependeu-se, percebeu que podia agora voltar a usar, que tudo pode voltar a ter utilidade, que mesmo o que está estragado satisfaz curiosidades e apetência pelo passado. E pode servir de inspiração para o novo.

Rock N' Rose: Provocação para meninas bem comportadas



Conservadoras, mas também rebeldes sem causa. Para meninas puras com um coração de puro punk. É desta forma que a marca Rock N' Rose descreve as suas jóias, chapéus e acessórios para o cabelo. "O teu look de hoje vai ser doce e romântico, ou provocador? Ignora as vozes por cima do teu ombro e deixa as jóias decidir. Lembra-te apenas que as meninas boas vão para o céu e as más para todo o lado", provoca a marca britânica no seu site.

As irmãs Jess Lathan e Emily Jane Lathan são a força criativa da marca que tem por base todas as coisas bonitas, divertidas e vintage. Fundaram a sua própria marca antes dos 22 anos e transformaram-na num negócio de acessórios provocadores para meninas bem comportadas. 

A Rock N 'Rose é hoje uma das marcas de jóias com maior potencial de sucesso, depois de ter sido nomeada como marca de jóias favorita "Pixie Lott" no Verão de 2011, de lhe ter sido atribuído às designers o prémio Jovem Empreendedor do Ano de 2010, no "Best Business Awards" e, em 2011, o de Jovem empreendedor no "WIN Awards".



Estilo soviético reinventado: a nostalgia é para ser usada









Dois amigos juntam-se para ouvir o conto de dois sapateiros: uma história de amor, lealdade e laços. É por isso que os Komrads Invasion não são apenas um par de sapatilhas. São o resultado do desejo de dois fãs belgas em preservar uma peça icônica checa, através de um projeto que os levou a criar uma nova era de estilo soviético, onde a máxima é "Poder para o povo". 

O que os dois amigos pensaram, depois da produção ter sido descontinuada, foi que a única forma de uma verdadeira lenda sobreviver é encontrar uma nova causa. Por isso os ténis (ainda produzidos na fábrica original, em Partizan) foram convocados para uma nova era do que é "cool", na qual a nostalgia não é uma coisa do passado - é algo para ser usado. 

As sapatilhas Komrad surgiram como a resposta da União Soviética à revolução dos sapatos ocidentais, dominada pelos chamados "tênis de básquete", da Converse. Quando a empresa de calçados CEBO (Chech Boot) projetou sua marca-modelo 5210 não fazia ideia de que estava a fazer história: o artigo tornou-se num marco em calçado icônico, revelando rapidamente sucesso nos países onde foram introduzidos. O modelo transformou-se numa peça underground e o seu charme urbano criou uma série de adeptos deste simbolo do artesanato soviético. Se não fosse por dois desses fãs, belgas, a história teria acabado em 2009, quando a produção foi descontinuada.






Memórias na nova coleção da TitisClothing




 

Memórias de uma rapariga é o tema da nova coleção Outono-Inverno 2012/2013 da minha querida marca espanhola TitisClothing, que já ofereceu não um, mas dois vestidos aqui no blogue Divine Shape. Os tecidos usados recriam os anos 50 e 60, também presentes nos cortes de alguns dos vestidos. Nas formas destacam-se os cortes de cintura, os modelos charleston e os laços. Eu já estou apaixonada por este e por este. Entretanto, na loja Titis, continuam os saldos, com peças a partir de 10 euros.

MEMORIES OF A GIRL- nos resume la nueva temporada de TitisClothing, un mundo onírico en tonos toffe, berenjenas y azules contrastados con marrones y grises. Tejidos de punto retro, piqués, viscosas y rasos recrean los años 50 y 60. Siguen los cortes a la cintura y aparecen los charleston, lazadas y cuellos.

Do vício das compras ao vício dos passatempos

Antes, era o vício das compras. Agora, é o vício do jogo. Sem dinheiro. Até há bem pouco tempo, ir às compras era o nosso passatempo preferido. Agora não. O nosso passatempo preferido é participar em passatempos. Isto até podia ser uma coisa "trendy", se não fosse um bocadinho triste. Mas é uma tendência, cada vez maior.

Neste jogo não se pode perder, apenas ganhar. Ou não. Mas concorremos sempre, como se não houvesse amanhã, aos passatempos que bloguers e marcas promovem nas redes sociais. Porque esta é a única forma que muitos de nós temos para ter as aquilo de que gostamos sem ter dinheiro para isso.

Há de tudo: sapatos, vestidos, carteiras, relógios. Até máquinas de pão. E que jeito me teria dado uma que vi num passatempo recente, já demasiado tarde. E com isto ficamos obcecados, claro: sempre a espreitar os blogues e facebooks com passatempos mais regulares, concorrer a todos, não deixar escapar um, inventar frases, puxar pela imaginação, tirar fotografias, pedir ajuda aos amigos, ufa, uma canseira.

Porque não há dinheiro. Todos os dias o Governo anuncia novos cortes. Nós começamos a cortar também. Primeiro levamos a marmita para o trabalho, enfiamos iogurtes e bolachas nas carteiras para não gastar dinheiro em lanches, depois ainda lá metemos garrafas de água para matar a sede sem abrir a carteira. As carteiras ficam cada vez mais pesadas e cada vez com menos dinheiro.

Comparamos preços no supermercado, optamos por marcas brancas mesmo sabendo que as outras são melhores e provavelmente não se gastam tão rápido (o amaciador de cabelo de um euro que arranjei num supermercado vai voar num instante, porque é preciso uma quantidade considerável de produto para sentir que o usei - mas custava um euro, tive de o trazer).

Vivemos numa época em que o vintage está na moda e em que somos todos um bocado nostálgicos, e a contradição disto tudo é que estamos mesmo a andar para trás.

Carteiras, roupa, jóias, iluminação e flores na Ivomaia Designers






A inspiração vem dos naperons de crochet tradicionais portugueses. Os designers Ivo Maia e Liliana Reis reinterpretaram o objeto que lembra o passado recente, aliado-o a um material tecnológico aparentemente frágil e, por isso, provocador.

O resultado foi a coleção "Flowers to Me", a primeira em que a IVOMAIA Designers deixa de se centrar exclusivamente nas carteiras e se desdobra-se noutros objetos, marcados pela frescura e simplicidade do design.

A coleção do atelier de Santa Maria da Feira baseia-se na transversalidade do objeto, que também está presente nas já típicas carteiras da marca. Inspirado no mesmo elemento, o desenho é desenvolvido para desempenhar funções diferentes: transporte, iluminação, vestuário, joalharia alternativa.

Vintage: já não basta usar, é preciso ser


A febre vintage já chegou ao estilo. Não basta usar sapatos ou peças de roupa retro ou de inspiração vintage. O estilo também tem de ser vintage. Como? Adequando a maquilhagem, o corte de cabelo e a postura à estética da década em causa. Até já há workshops para nos ajudar a tratar disso.

No Porto, a 24 de Março, e em Lisboa, a 31 de Março, vai falar-se de valorização pessoal, de história e estética dos anos 40, 50 e 60, do glamour vintage, de feminilidade e elegância, de hair styling e de maquilhagem.

Estas dicas de moda e beleza do workshop Glam & Beauty estão a cargo de Thais Amormino, diretora da revista de Drops Portugal, e de Inês Soares, diretora e jornalista da revista Runway Mag.

Os formadores vão centrar-se na moda dos anos 40, 50 e 60, décadas que esta estação se assumem como uma forte tendência. Potenciar os looks revivalistas destacando os nossos melhores atributos e noções básicas de maquilhagem são algumas das vertentes do workshop.

É preciso fazer uma pré-inscrição, através dos e-mails ines.soares@runway-mag.com e thaisamormino@hotmail.com. No facebook é possível consultar detalhes da iniciativa no Porto e em Lisboa.

Vintage Fever

sapatos DKODE

mala Fly London

vestido Ruche

Não quisemos aprender a fazer renda ou tricot com as nossas tias e avós. Desdenhámos das roupas que elas usavam. Achávamos aquilo tão feio e fora de moda que nem por sombras se voltaria a usar. Na altura não sabíamos, mas a moda está sempre a reinventar-se e, atualmente, vivemos uma verdadeira febre vintage.

O que está na moda já não é só reciclar peças antigas escondidas em baús velhos ou tricotar as nossas próprias camisolas. Há cada vez mais marcas especializadas em peças vintage, tanto na roupa como nos acessórios. Eu sou fã das internacionais Swedish Hasbeens, Ruche e ModCloth e das portuguesas koolook (à venda na Águas Furtadas, no Porto), Rococó e B.vintage (à venda na Rosa Malva, no Porto) – tudo artigos novos, inspirados na moda de outras décadas.

As marcas de moda contemporânea já perceberam o potencial e estão a apostar na inspiração no passado. A nova coleção da Fly London tem carteiras de “inspiração vintage”, a espanhola Titis apresenta para o Verão de 2012 uma coleção inspirada na moda americana dos anos 50, a DKODE criou sapatos femininos com uma “contemporaneidade retro”, onde os clássicos são revisitados e reinventadas para o mundo moderno.

Por mim, tudo bem, sou fã, esta febre não me incomoda.

Este artigo da Divine Shape foi publicado no site Trend Alert.

Modcloth: Peças vintage de designers independentes







É mais uma site de venda de moda de inspiração vintage. A Modcloth vende peças de vestuário de mulher desenhadas por designers independentes a preços acessíveis e tem atraído seguidores devotos de coleções únicas de roupa "indie".

ModCloth.com is an e-retailer that sells affordable independent designer women's fashion. They've attracted a large, devoted following through their unique selection of indie clothing and engaging promotions on the ModLife Blog and social networks. The company is founded by husband and wife team Eric Koger and Susan Gregg Koger.

Vintage contemporâneo online na Ruche









A Ruche é uma boutique de roupa de senhora, moderna, mas com um toque vintage. A marca, que apenas vende online, tenta reunir peças novas, com estilo e na moda, inspiradas num visual vintage.

Criada e pensada em 2008, por Mai Olivo e Josh Olivo, não surgiu do nada. Mai sempre teve dificuldade em encontrar roupa única do seu estilo a um preço acessível e, em 2005, começou a vender roupas e jóias de que gostava no ebay.

Em 2008, Mai desenvolveu o conceito e o site ShopRuche.com, e o casal foi gerindo o projeto enquanto mantinha os seus empregos. Até que a Ruche começou a tomar conta do quarto, da garagem e da cozinha e ambos decidiram abandonar as carreiras (de web designer e de engenharia de gestão) para gerir o projeto a tempo inteiro.

Ruche is a modern women's boutique with a vintage touch that tries to find items that are new, in-style, trendy, yet still inspired by a vintage look. It was created and designed in 2008 by Mai Olivo and Josh Olivo. Mai always had a difficult time finding affordable and unique clothing that was "her" style! That's when she started to sell clothing and jewelry that she loved. What was a hobby in 2005 turned into a dream come true in 2008. With a degree in Computer Science and Web Development, Mai created and designed ShopRuche.com. It remained as a hobby untill it took over their living room, bedroom, garage, and eventually the kitchen counter. So they took the risk: Mai left her job as a web developer and Josh left his engineering management position to run Ruche full time.