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INKI: As carteiras que são a minha cara




É muito fácil encontrar algo de que goste, mas é difícil deparar-me com algo que verdadeiramente me surpreenda, que considere inovador, que queira ter só porque é único, diferente, out of the box. Explicar com detalhe que me causa espanto não é fácil de explicar. Talvez o segredo passe por ser algo em que o que admiro é o lado estético, muito mais do que o lado prático ou de necessidade.

É o caso destas carteiras da INKI. O conceito parece profundamente simples, mas também por isso me agrada. Questiono-me "como é que nunca ninguém se lembrou disto?". E concluo que, quem as idealizou, merece reconhecimento.

O resultado é genial, as cores estão excelentemente combinadas, os padrões maravilhosamente escolhidos. E o projeto é nacional.

Isto nada tem a ver com necessidade, porque carteiras tenho mais do que muitas. Mas que gostava de ter uma destas, gostava. Porque acho que combinam comigo, que "são à minha cara", que podia ter sido eu a lembrar-me de as fazer, se tivesse jeito para isso. Porque combinam com a roupa que visto, com a minha imagem, com o que sou. E para que uma peça não pareça mal num conjunto, para que não pareça estar fora do contexto, tem de ter tudo isto.

Talvez seja precisamente por esse motivo que algumas pessoas conseguem fazer combinações de padrões e cores de fazer inveja e eu não. Talvez eu não seja essa pessoa, mesmo admirando o gosto e as escolhas das outras que o são.

O projeto INKI pretende trazer ao mercado um produto que seja, ao mesmo tempo, inovador, exclusivo e versátil. Os mentores da marca são arquitetos e trabalharam na criação das peças inspirando-se na geometria. Cada uma delas tem uma história particular para ser contada.

Eu gostava de saber a história delas todas, mas sei que este é um produto do qual tenho de me manter bem afastada - qualquer hipótese de proximidade implicaria não resistir à compra, ou ficar miseravelmente infeliz por confirmar a genialidade do projeto sem o trazer para casa. 

Comigo as mochilas não resultam

Já experimentei de tudo e o problema continua, não sei o que faça, talvez não seja apenas problema meu: a minha carteira parece ter sempre um bloco de cimento escondido no forro. Sim, já tentei tirar o que não faz falta e deixar só o essencial, mas, caramba, para mim é essencial trazer na carteira uma montanha de coisas: lenços de papel, porta-moedas e documentos (que muitas vezes mais parece um arquivo de talões e faturas), caneta, baton, chaves de casa e do carro, telemóvel, garrafa de água (sim, a água é uma necessidade básica, se não tivesse uma garrafa de água sempre comigo tinha de gastar fortunas a comprá-las em cafés), às vezes um iogurte e umas bolachas, que o miúdo pode ficar com fome e eu também.

Também já testei a hipótese de trocar de carteira, durante anos (décadas?) a última que encontrava era sempre a ideal, aquela que me ia resolver o problema, olha tantos bolsinhos, com esta arrumação toda a minha vida vai mudar. Tretas. São todas iguais. Não há carteiras perfeitas, pelo menos não para mim. Desisti de procurar. É difícil resistir, admito: a mais recente que vejo e me agrada e as que, pelo caminho, vou idealizando na cabeça, parecem sempre melhores do que a(s) minha(s). Mas estou calejada, não vale a pena, mais tarde ou mais cedo aquela super prática que não é minha vai trazer-me os mesmos problemas da(s) anterior(es).

Sim, faço frequentes limpezas "desta vez é que é, vou-me livrar de tudo o que não faz falta", mas por mais que tire e arrume é sempre um peso bruto. Também já andei de mochila, era nisso que estavam a pensar, não era? Se te pesa tanto e se isso te incomoda, porque não te deixas de vaidades e trocas a carteira por uma mochila? Pois, já experimentei, mas é o caos. A mochila pode ser prática para transportar o computador, o equipamento do ginásio, mil e uma coisas, mas não foi feita para levar o que uma mulher leva habitualmente na carteira.

O problema das mochilas reside exatamente na sua grande vantagem - foram feitas para usar às costas, não para estarem constantemente a ficar penduradas no ombro e a deslizarem por ele abaixo enquanto tentas localizar o que precisas de tirar lá de dentro a cada instante (sim, os essenciais da nossa carteira/mochila têm de estar acessíveis rapidamente e sem necessidade de grandes manobras, tudo o que obrigue a grandes trabalhos tira-nos a compostura, faz-nos parecer maluquinhas à procura duma agulha num palheiro).

Basta receberes um telefonema e percebes que está tudo estragado: por mais bolsos, bolsinhos ou departamentos que a mochila tenha, se precisares de tirar de lá o telemóvel que está a tocar e que queres atender, tens de a pousar no chão (pouco prático) ou pendurar no ombro (também nada funcional, sobretudo quando escorrega e vai parar ao chão onde não a querias pousar) para alcançar o sítio onde guardaste o aparelho, isto se te lembrares exatamente em qual dos bolsos escolheste guardá-lo.

Não, comigo as mochilas não resultam, nem as carteiras, talvez seja mesmo problema meu, acho que um dia vou experimentar uma mini mala de viagem com rodinhas, mas depois também tinha de a abrir no meio do chão, não, não ia dar jeito nenhum. Talvez desvie as energias do problema para encontrar uma solução, se calhar vou desenhar a carteira perfeita, em tempos achei que podia ser feliz a desenhar acessórios de moda, talvez tenha sido pena ter pensado que isso não era profissão.

Ou então vou andando assim, na expetativa de um dia poder andar na rua na rua de mãos a abanar - talvez quando me reformar, o que não deverá ser difícil pelo caminho que o país leva e porque, nessa altura, os telemóveis e os cartões e o dinheiro e quase tudo já devem ser apenas um chip instalado por baixo da pele. Mas, sem uma carteira na mão, ou no ombro, uma mulher perde o chique, deixa de ter um bocadinho do seu 'je ne sais quoi', não acham? 

Mochilas com requinte


São mais um exemplo de que usar mochila não tem de ser sinónimo de falta de sofisticação. E de que podemos usar tudo, sem preconceitos – somos nós, cada vez mais, que compomos o nosso próprio estilo, haja bom gosto. A Mö Heap é composta por mochilas e sacos de coleção inspiradas no estilo de vida mediterrâneo e nas cores e sensações do seu ambiente. São feitas à mão em Espanha, com amor e carinho, como tudo o que é manufaturado.

Pickpocket: detalhes e personalização em carteiras e mochilas para os vários contextos urbanos




A missão da marca é criar objetos únicos, funcionais e duráveis, pelo que os produtos são concebidos, testados e feitos tendo em conta a diversidade dos contextos da vida urbana. Criada em 2012, em Aveiro, a Pickpocket produz linhas limitadas de acessórios feitos em pele e todas as peças são feitas à mão pelos mentores da empresa, André Rosário e Teodolinda Semedo. Cada objeto criado é autónomo e dirigido a clientes que apreciem os detalhes, a personalização, o rigor e a qualidade nos seus quotidianos.

A Pickpocket usa um couro específico que não tem continuidade na indústria, ao mesmo tempo que trabalha numa escala que permite a venda dos seus produtos sem excedentes, contribuindo para diminuir os excessos das grandes fábricas industriais.

Eu amei o modelo da primeira fotografia e tê-lo-ia trazido para casa quando me cruzei com ele no Urban Market que se realizou no sábado no Porto, se os preços não fossem tão proibitivos que até tive medo de lhes pegar. Talvez seja só mais uma carteira. Eu sei que a última que descobrimos parece sempre mais perfeita do que a anterior, mas gostei do modelo, dos detalhes, das cores, apreciei o material aparentemente leve, flexível, confortável (lá está, nem sequer tive coragem de as experimentar), resistente e durável. Percebo que tudo isto pesa no preço, sei que são peças feitas em pele, produzidas à mão e em escala limitada. Não duvido da qualidade. Mas o preço está ao alcance de poucos, e é pena, porque elas parecem valer mesmo a pena.

Christmas gifts

Esta é a minha whislist de Natal. Não inclui tudo aquilo que eu queria se pudesse querer tudo o que quero, mas mostra alguns artigos de moda e design que me agradam tanto que gostava que fossem meus. Apresentar os meus próprios desejos foi também uma forma de me redimir por andar a fugir à época natalícia e não ter sugerido devidamente uma tonelada de prendas interessantes que vos podia ter sugerido. A minha gola preferida da Zélia não é esta verde, mas foi esta a que consegui importar para o Polyvore. O meu gorro/cachecol preferido da Wooler também é outro (um cinza e azul) mas uma das minhas ambições é conseguir andar assim colorida. Feliz Natal!

Christmas gifts



Necklace
objectosmisturados.tictail.com


Necklace
patriciafranco.org




CB962
skunkfunk.com


wooler
wooler-shop.blogspot.pt


Butterfly
zeliaevora.tictail.com






EGERIA
skunkfunk.com


wooler
wooler-shop.blogspot.pt

But Monsters Design: Peças atrevidas e criativas





Carteiras e peças de joalharia alternativa de autor. E outras aplicações, em bandoletes cheias de cor, por exemplo. Recém-criada, a But (beauty) Monster Design é 100% portuguesa e conta conta com a colaboração de designers nacionais para o desenvolvimento de todos os seus produtos. 

A marca edita peças de autor contemporâneas, atrevidas, marcantes e portuguesas, promovendo looks criativos e incentivando a criatividade de quem as usa.

Ideal & Co: Pele portuguesa em peças únicas e duradouras


A marca portuguesa de produtos em pele 100% vegetal baseia-se num minimalismo funcional para criar peças únicas, apetecíveis, modernas mas duradouras. Na Ideal & Co, o respeito pelos materiais naturais transformados de forma ecológica e sustentável é aliado ao saber fazer dos artesãos do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. É este o ponto de partida dos designers para a criação de cada produto.

A Ideal & Co surge da fusão entre as origens dos designers, as suas vivências num contexto urbano, a sua própria visão estética e a tradição e o desejo de preservar e partilhar a riqueza do que é genuíno e Made in Portugal .

A marca de objetos pessoais e utilitários em pele, assume-se sonhadora, com forte identidade nacional, capaz de conquistar um público informado, apaixonado e consciente, que valoriza o autêntico em peças atuais, apetecíveis, funcionais e duradouras.

Exit Bags: Novo projeto nacional 100% em pele



É um projeto novo e nacional de malas femininas, com um design que pretende quebrar barreiras e clichés dentro de cada mulher que as use. Lançadas este mês no mercado, as Exit Bags foram feitas para nos fazerem sentir únicas. Cada peça é 100% em pele e resulta da dedicação de artesãos empenhados na perfeição de cada detalhe delicado. A primeira coleção é composta por modelos de inspiração vintage, coloridos, diferentes e arrojados.

Oshka Bag: Design inovador em carteiras feitas à mão




















O Etsy é, realmente, um grande universo de grandes artistas e designers. Tivesse eu a capacidade de me reproduzir para acompanhar tudo o que se passa lá e em todas as redes sociais e haveria novidades fresquinhas todos os dias pela manhã neste blog. Hoje, a minha descoberta foi a Oshka Bag. Adoro as carteiras, os modelos, o formato, as cores, os acabamentos, tudo. Só não consigo ver se lá dentro caberia tudo o que preciso de carregar numa carteira (ok, admito que não precise de tudo, mas preciso mesmo de muita coisa).

As peças criativas e originais são totalmente feitas à mão por Ana Magalhães, uma artista plástica que trabalha com ilustração, design gráfico e fotografia. Cada modelo destas carteiras com um design prático e confortável, perfeito para o dia-a-dia, é reproduzido apenas em dez cópias. A criadora assegura que a produção limitada garante uma qualidade única impossível de conseguir numa produção em massa. 

As carteiras têm um fecho e dois bolsos interiores, um grande e outro mais pequeno para o telemóvel. e 
as tintas usadas nas ilustrações são resistentes à água.

Tiny Wallets: Pequeninas mas muito giras




Se é verdade que as coisas boas cabem em embalagens pequenas, as Tiny Wallets são disso prova. Foram feitas para caber nos bolsos de calças de ganga ou em carteiras pequenas e para serem confortavelmente transportadas na mão.

Não consigo ver quanto espaço têm lá dentro para guardar a papelada que carrego diariamente no porta-moedas e que já percebi ser responsável pelo peso mortífero que carrego diariamente e que me leva à incessante busca pela carteira perfeita. Mas amei as diferentes combinações e os padrões da marca.

As Tiny Wallets são feitas em pele natural e/ou elástico, em diferentes cores e estilos. São todas feitas à mão para que cada uma seja única. Estão à venda neste site.

Bags and wallets


Bohemia: Arco-íris de produtos artesanais





O couro trabalhado à mão está disponível num arco-íris de cores. A Bohemia é uma empresa familiar que produz carteiras e acessórios feitos com base em métodos tradicionais transmitidos através de gerações.

A marca escocesa, que abriu as portas em 2006, dedica-se à descoberta de produtos bonitos, originais e fora do comum, divulgando-os junto de um público mais amplo. Rapidamente conquistou fãs não apenas em Edimburgo como pelo mundo fora. Talvez a diversidade da oferta também tenha ajudado: a Bohemia é uma "one-stop shop" para quem procura algo diferente do mainstream, já que as suas coleções são compostas por escolhas cuidadosas de moda feminina, artigos de decoração, acessórios, produtos de higiene, papelaria, babywear, roupas infantis, brinquedos e presentes.

Jenny Lockton, fundadora da empresa, destaca o fascínio duradouro pelos artesãos, que leva a marca a procurar amplamente e a grandes distâncias a fonte para a variedade eclética de tesouros que querem oferecer na loja. Na escolha dos produtos não há regras, os responsáveis da marca apenas seguem o seu coração. O que escolhem para apresentar aos clientes tanto podem ser objetos requintadamente decorados e ornamentados como peças marcadas pela simplicidade. 

O prazer do trabalho é encontrado nas pessoas que os responsáveis da Bohemia conhecem em viagens, nos fornecedores que com eles colaboram. Acreditam no "comércio justo e ético", na "dignidade do trabalho" e no "orgulho de manter parcerias com muitas empresas que partilham os mesmos princípios".