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Saldos, marketing e paixões platónicas na Zara

Entrei numa loja à procura das últimas pechinchas dos saldos, coisas que valessem mesmo a pena, como tecidos de qualidade a metade do preço ou menos, de preferência peças quentes para o próximo inverno, porque as lãs gastam-se muito e não são nada baratas. A determinação era não ultrapassar os 15 ou 20 euros, porque se são saldos, e já estão mesmo no fim, a intenção é encontrar as verdadeiras oportunidades. Como o casaco de lã comprido e quente que, há um ano por esta altura, levei para casa por cinco euros. O preço sem saldo andaria à volta dos 30. Isso sim, para mim é saldo que valha a pena. Até porque, um ano depois, se percebe que a peça, já a parecer muito usada e cheia de borboto, não valia mais do que os ditos cinco euros. 

Entro, então, na mesma loja do ano anterior à espera de sorte idêntica. Só vejo monos, tecidos finos, malhas demasiado remexidas, nada de casacões de malha ou sobretudos, que era o que eu procurava. A não ser os da nova coleção. Para onde quer que me vire só há casacos quentes, de modelos interessantes, em cores que adoro. A preços que não são de saldo. 

Já estava habituada a cruzar-me com novas coleções quando vasculhava o fundo do fundo dos saldos, mas o que via eram peças mais ligeiras e primaveris. Remexer o resto das promoções com peças da mesma estação direitinhas e quentinhas ali mesmo ao lado é tortura. Eu sei que a meteorologia anda baralhada, que não se pode confiar no clima, mas afinal quantas coleções/estações temos agora por ano? É tudo marketing, eu sei, mas não me lixem, ninguém vai usar os sobretudos e os casacos que vi na Zara com sandálias (ou chinelas), como mostram as fotos do site

Desconfio, também, que estes sobretudos e casacos não vão chegar aos saldos de primavera/verão e que, se chegarem, não vou querer ter nada com eles. Na verdade, aquele amarelo é uma tentação. E o rosa. E o cinza. E o preto e branco. Resta-me optar por esquecer. Ou olhar tanto para eles até chegar ao ponto de me fartar. O grande problema são estes botins/sapatilha. Não os vi ao vivo e não consigo perceber se se sujam facilmente, mas vou pensar que sim. E olhar para eles até encontrar outros que me deixem mais interessada. Platonicamente, apenas.



Saldos, outra vez, bons negócios e horários por cumprir

O Facebook da loja anuncia a contagem final para os saldos. Ainda falta um mês, mais coisa menos coisa, mas contagem final dá ideia de muito bons preços. Na montra, há papéis com a palavra saldos em todo o lado e quase posso garantir que vi um a dizer "até 70%". Não procuro nada em particular, mas entro seduzida pelo marketing. Encontro uma peça a menos de 20 euros (20 euros era, aliás, o preço inicial), o que nem é mau, tendo em conta a loja que é, as marcas que vende e os respetivos preços. A funcionária aparece ao meu lado sorridente, contente até. Diz-me "hoje estamos com uma promoção de 30% em tudo". Eu fico uns segundos a pensar: Mais 30% sobre os preços de saldo marcados ou o que está marcado já são os 30%? A primeira opção até seria lógica, pelo entusiasmo da funcionária e pela informação dada verbalmente quando já havia papéis a falar de saldos em todo o lado, mas pareceu-me demasiado boa para ser verdade. Perguntei. Confirmou-se. Era 30% em tudo. Grande coisa, quando se fala em 50 e 70% e contagem final...  30% não é nada em peças que custam um balúrdio. Ficam apenas a custar um balúrdio mais pequenino. Só compra quem quer, claro. Mas se perdi o meu impulso e/ou poder de compra para pagar acima de determinado valor, acho que também desapareceram as minhas paixões à primeira vista que até se revelam amores duradouros. Uma coisa há-de estar relacionada com a outra. Mas, sobretudo nos saldos, fico pasmada com o preço da roupa. O que fazem ao que não vendem? Tentam vender na estação seguinte como se fosse novo (sim, tentam, há artigos que me ficam no olho e sei que o fazem)? Mas e se não vendem? E se nunca vendem? Será que vendem sempre, que há sempre alguém que compra. Sempre que entro em lojas em saldos onde já está tudo amontoado ou onde os preços continuam significativamente altos fico com a certeza de que a roupa e o calçado estão estupidamente caros e com a dúvida sobre o destino do que não se vende. 

Umas botas de 180 euros, mais coisa menos coisa, por 70 euros, são um bom negócio? Aparentemente sim. Mas, caramba, continuam a ser 70 euros. Prefiro (ou não tenho outra hipótese que não seja) dar 20 por algo que custava 69 e que vou ter de aprender a gostar do que aterrar de cabeça numa das tais paixões. Podia juntar vários 20 euros e comprava melhor? Podia. Mas não preciso apenas das botas, tenho uma criança que cresce muito e faz-lhe falta roupa nova todas as estações. De toda a forma, acho quase escandaloso que algo custe tanto dinheiro. E os horários? Passo por lá às 13h e está fechada, às 13h30 está fechada, às 14h fechada, às 14h30 fechada. Já estou a falar de outra loja do Porto e as passagens foram em dias diferentes. Numa zona de comércio e serviços, onde muita gente aproveita a hora de almoço para ir às compras, não consigo compreender estas novas lojas onde está afixado um horário contínuo que não é cumprido. Nem que elas não entendam o lucro que podiam ter se estivessem abertas, sobretudo quando estão mesmo ao lado dos restaurantes onde vai almoçar quem trabalha por perto. Também não gostos das mais antigas, que assumidamente fecham para almoço. Mas nestas, pelo menos, sabemos com o que podemos contar. Nas outras é uma questão de sorte. 

Saldos, sempre um problema

Quando virem uma saia cinzenta comprida nos saldos por 7,99 euros não fiquem na dúvida sobre se vos fica bem ou se vale o preço (antes custava 9,99) porque já estás numa fase em que recusas comprar tudo o que custe mais de 1,99 ou 3,99 (5,99, vá). Compra a saia. Se te arrependeres devolves. Corres o risco de voltar à loja porque percebes que é mesmo um bom negócio e que, em casa, podes certificar-te de que te fica mesmo bem (ou mal) e ela já lá não estar. Sim, aconteceu-me. E não, não vou a mais nenhuma loja da marca procurar se tem a mesma saia. Já me bastou a humilhação de andar à procura de uma coisa que podia ter comprado e não comprei.

ASOS: 50% de desconto até amanhã






 






Há saldos até 50% na asos.es, ou seja, na ASOS espanhola. Mas há mais: ao introduzir o código MEGA 10 em cada compra somam-se aos 50% mais 10% de descontos. Bestial, certo? Já só tens até às 10h de amanhã, terça-feira, dia 16. Apressa-te! Vale bem a pena: há vestidos e casacos es-pe-ta-cu-la-res!!!!

Saldos, excessos e o estilo da Inês






Ela resolveu destralhar-se e viver com menos coisas. Eu aproveitei a boleia e juntei-me ao Ó Bai-me à Benda (agora também no Facebook). Gostava de saber quanto já juntei a "bender" roupa e acessórios que já não uso ou que nunca usei, mas não consigo. Sou má para contas e não tenho mesmo jeito nenhum para contas de merceeiro (tudo anotadinho, registado, risca ali, acrescenta acolá, nada de folhas deitadas ao lixo para que a memória perdure). Não consigo, sobretudo, porque o dinheiro que entra é o dinheiro que sai. O ordenado não chega. Mesmo. E o que vendo vai dando para ajudar a pagar algumas despesas.

Mas o que me assusta mesmo, neste processo de destralhar, é que quanto mais remexo no armário mais encontro coisas que podiam perfeitamente não estar ali, coisas de que até gosto mas que não uso, sabe-se lá porquê... Talvez porque, com aquelas peças, nunca acertei na combinação certa e precisava de um dia de veste e despe em frente ao espelho para, de manhã, não perder o tempo que não tenho a vestir-me de forma decente. Quanto mais peças fotografo e coloco no blogue, mais peças me aparece. Parece que nascem. E fico a pensar na estupidez que foi ter comprado aquilo tudo. Que durante as férias vivo perfeitamente bem com dois vestidos, umas leggins, um casaco e umas calças para a eventualidade de uns dias mais frios (e o segundo vestido também é de reserva). 

Sendo assim, de onde vem esta necessidade de nos vestirmos todos os dias de forma diferente para ir trabalhar? Vaidade? Se formos sinceras talvez não seja mais do que isso. E aqui tenho de fazer um grande mea culpa, porque acumulei roupa e mais roupa ao longo dos anos, ou porque engordava, ou porque emagrecia, e agora não sei que lhe faça - a crise não está a permitir escoar o produto ao ritmo desejado, apesar dos saldos bem apetecíveis, como se pode ver aqui e aqui. Também acumulei  sapatos, quase todos bem giros, mas depois da gravidez e do nascimento do meu filho o meu pé não voltou a ser o mesmo. Quanto às carteiras, bem, não tenho desculpa - continuo em busca de uma que seja ideal e pelo caminho fui acumulando demasiadas.

Noutro dia uma querida amiga (que por acaso faz anos hoje) disse-me que vivia rodeada de Imeldas Marcos e eu fiquei a pensar nisso. Em parte porque um dos motivos que me levou a acumular tanta coisa foi ter-me avaliado, durante muito tempo, como uma sem estilo. E porque desde que a conheço sempre quis ter pelo menos metade do estilo dela.  

A TITIS já vende online com descontos de 20% e preços de outlet




Já está online a loja online da marca espanhola Titis Clothing!
Toda a coleção de Outono/Inverno deste anos tem 20 por cento de desconto para assinalar a inauguração da e-shop. Para além disso, várias peças, tanto de Inverno como de Verão, estão com preços de outlet (encontrará peças a 15 e 20 euros, por exemplo).

Para acederem diretamente à loja online só têm de seguir este link: http://www.shoptitis.com/ (ou então entrar no site da marca, em http://www.titisclothing.com/.