Portugal

Vi a seleção estar "quase lá" muitas vezes. As suficientes para ter ficado um bocado cínica, mas talvez me tenha tornado assim em relação a tudo. Ontem tive a televisão ligada enquanto via "Master of None" no computador. Calhou estar a olhar para o ecrã (grande) quando Portugal marcou o golo. Estava sozinha, quando dei conta tinha o braço no ar. Tolinha, parece que vamos ganhar, desta vez. Só comecei a vibrar quando percebi que esta era a primeira vitória "a sério" a que o meu filho assistia. Que, possivelmente, se ia lembrar disto para o resto da vida. Quis fazer parte do momento dele. Liguei-lhe no fim do jogo. Estás contente? Estava. Isto é importante, sabes, Portugal tinha ficado sempre pelo menos a um passo de lá chegar e o que me irritava mais era o paternalismo parolo dos que diziam "pelo menos chegámos até ali, já foi muito bom". Não foi, agora é que sim.

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