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Komono: experimenta online!








Basta ter uma câmara no computador e ter computador em casa. A loja online da Komono, que tem óculos e relógios super cool a preços razoáveis, está dotada de uma ferramenta do futuro: escolhe-se o modelo, clica-se em "TRY" e, através da câmara do computador, conseguimos experimentar os óculos para perceber se aqueles são os que nos ficam melhor.

É um achado para quem tem pavor de comprar online. Há muito quem tenha, sobretudo pela impossibilidade de experimentar. Com a Komono, o problema está resolvido. Basta uma câmara no computador e um computador em casa, porque ninguém se vai pôr a experimentar óculos no local de trabalho, certo?

Eu, que já adorava os óculos da Komono, fiquei ainda mais fã da marca. É certo que fica mais barato comprá-los nas lojas físicas (a Cocktail Molotof, no Porto, vende-os a 30 euros), mas a loja online da marca tem muitos mais modelos e - lá está -  pode experimentar-se tudo!

Mergulhando no passado para levar a todos um futuro mais brilhante, a Komono quer ser um escape à rotina diária, oferecendo um estado superior de consciência e estilo e injetando cor num mundo cinzento através de acessórios retro-futuristas. Sem contrangimentos, sem regras, sem rótulos, para viver e prosperar em total liberdade e felicidade - são estas as máximas da empresa, que tem por ambição "exportá-las" para os seus clientes. E, para a Komono, todos são iguais: a marca quis transformar o sexo em unissexo, com cores cósmicas e uma coleção usável por qualquer pessoa.


A felicidade da Sílvia (e a minha)


Ela é gira, faz coisas giras, tem ideias e projetos cada vez mais interessantes: depois do Choose your own head, do Quarto de Mudança, agora chega o It' s a doily world. Também é mãe e mistura isto tudo com textos sobre os filhos, no blogue Raparigas como nós.

A Sílvia Silva sabe vestir-se cheia de cores e de estilo, mostra fotografias lindas e leva-me a conhecer peças de roupa a marcas fantásticas. Ela é tudo aquilo que gostava de ser, mas não sou, porque sou pouco ousada nas cores, não consigo ter tempo para concretizar todos os projetos e ideias que tenho na cabeça, nem para escrever tudo aquilo que gostaria.

Ainda por cima, a Sílvia escreveu um texto  que só não mudou verdadeiramente a minha vida porque eu sou uma ansiosa crónica. “Aquela ideia de que a nossa felicidade e o que realmente nos daria puro prazer está sempre atrás daquele muro gigante através do qual não vemos nada, é uma pura ilusão.[…] Atrás do muro não há nada, está tudo aqui e agora!”.

A minha geração (ou então fui só eu) foi educada para cumprir objetivos: entrar na faculdade, tirar um curso, arranjar um emprego, dar o litro, fazer carreira, subir na vida, cumprir sonhos de infância como casar, ter filhos, construir uma casa com jardim. Mas o mundo deu-nos (deu-me) a volta. E eu quero avançar, mesmo sem saber para onde vou. Um dia de cada vez, como se fosse uma angustiada em recuperação.

OUT OF HER BOX: É a felicidade, estúpido!

A Raparigas como nós mostrou-me este texto, que a Menina Rapaz escreveu para o blogue Quem sai aos seus. É sobre felicidade. E filhos. Vale a pena ler.

"Porque, como objectivo último na vida, a felicidade parece-me o melhor que um ser humano pode almejar. Mas a felicidade é, também, uma aprendizagem. E, como constato agora enquanto adulta, há pessoas que não aprenderam a felicidade quando eram crianças. Nem a generosidade. Ou a tolerância. Há pessoas que não sabem ser felizes.

Eu quero que os meus filhos se instruam na felicidade. No gostar da vida todos os dias, no apreciar aquilo que temos. E então sou essa mãe um pouco atípica. E os meus filhos são essas crianças também um pouco atípicas. Não são muito crescidos, nem muito precoces. São, espero eu, muito felizes".

OUT OF MY BOX: Aqui e agora

Pára de pensar em quem tu és. Vive. Não te preocupes com o que os outros pensam. Ninguém te está a julgar. Vive. Participa. O mundo está aqui e agora. A felicidade não está do outro lado do espelho e muito menos para lá do muro. A felicidade não está naquilo que supomos precisar. Se pensarmos assim, quando lá chegarmos - ao emprego que queremos, ao ordenado que merecemos, à casa de sonho com jardim para os três filhos que não temos - vamos precisar de outra coisa qualquer. Vive cada dia como se fosse teu. Há-de chegar um dia que será o último. Quando aí chegares não vais querer ter passado pela vida sem a viver. Não vai valer de nada toda a angustia com o futuro, com o presente, com o passado, com o que não conquistaste e se calhar nunca vais conquistar. Nada disso importa, porque sabes que o que não conquistaste nem sequer é o que te fará feliz. Não invejes. A felicidade também não está no que os outros são ou têm. É com o que tens que tens de viver. E isso pode ser suficiente. É suficiente. Podes não ser reconhecido pelo teu valor, mas o que importa é que tu saibas que tens valor, que cresceste, que agora és bem melhor. Pode ser que chegue, um dia - o reconhecimento. Até lá não vale a pena baixar os braços, não se pode baixar os braços - quando ele chegar, já sabes, vais querer outra coisa qualquer. Por isso, avança, faz, corre, mesmo que não saibas bem o teu destino. Se fores andando sem a angústia do costume, pode ser que não seja preciso lá chegares para seres feliz.

Pode parecer que este texto não tem sentido nenhum, muito menos num blogue sobre moda e design. Mas tem. Pelo menos para mim. Estou a correr sem saber qual é o destino e sem olhar para trás.

OUT OF HER BOX: O que é a felicidade?

Este texto do blog raparigascomonos é tão bom que não há como não abrir uma excepção na área da moda e do design e inaugurar o tema "lifestyle".

Isto é só um excerto. Vale a pena ler o texto na integra.

"Depois de passar muitos anos da minha vida a trabalhar para pagar as contas, e a sonhar acordada com as coisas que eu achava que gostaria de fazer, de experimentar o prazer de pisar o palco do teatro e de criar emoções de forma gratuita e apaixonada, de construir um negócio e de perceber que o caminho não ia seguir por ali, começo a tentar perceber como estas sensações nascem e morrem dentro de mim.

Aquela ideia de que a nossa felicidade e o que realmente nos daria puro prazer está sempre atrás daquele muro gigante através do qual não vemos nada, é uma pura ilusão.

A verdade é que percebi o que me dá realmente gozo. E é o caminho. O caminho de fazer coisas de que gosto. De concretizar ideias que crescem dentro de mim. de fazer as coisas acontecerem. Isso faz-me verdadeiramente feliz. E eu sei que, com a minha cabeça, as mãos, o computador e a máquina fotográfica posso fazer mil coisas de que gosto. E por isso, decidi fazê-las. Não ficar a pensar, a imaginar coisas atrás de muros. Pegar nos meus recursos e pôr tudo cá para fora. [...] E querem saber de uma coisa? Atrás do muro não há nada, está tudo aqui e agora!"