OUT OF MY BOX: 35 rocks!
Não me digam que aos 18 e aos 20 é que era. Os trinta é que estão a dar. Os trinta e tal, aliás. Aos 34, quase 35, sou muito mais mulher, muito mais gira, muito melhor pessoa e profissional do que era aos 18, aos 20, aos 25 ou aos 30. E tenho agora muito mais estilo. Perdi os complexos, encontrei a minha identidade - no que visto e no que sinto. Aos 35 somos mulheres de cabeça resolvida, perdemos traumas, mesmo que se mantenham algumas dúvidas. Mas conseguimos finalmente dizer "esta sou eu, estou aqui e sou assim, não me importa o que pensam".
Na última década e meia cresci, desiludi-me, entristeci-me, enterrei o meu pai, fiz dietas que nunca resultaram, perdi o emprego, perdi sonhos, angustiei-me e sofri, arranjei trabalho, tive um filho, arranjei emprego, vi-me grega para o criar no primeiro ano e meio... Para chegar perceber que os sonhos podem ficar pelo caminho e não tem mal nenhum. Criamos outros. Vivemos a realidade, sabemos que nunca será edílica e estamos finalmente preparadas para viver bem com isso. Ou, nos casos em que o conformismo nunca foi opção, estamos na idade em que sabemos fazer alguma coisa por nós, apesar dos receios, das dúvidas, dos receios. Basta avançar, mesmo não sabendo muito bem para onde se vai, fazendo o que se gosta, mesmo que isso não seja o nosso emprego nem o nosso trabalho, como já explicou a Sílvia Silva no raparigascomonós e como eu também já escrevi aqui e aqui.
O corpo pode já ter parido um filho, as mamas podem não estar tão perfeitas como antes, a celulite pode ter vindo para ficar, os cabelos podem ter brancas e surgem as primeiras rugas que, já sabemos, vêm para ficar e piorar. E, mesmo assim, sentimo-nos melhores. Mais mulheres. Eu sinto-me hoje muito mais atraente do que quando tinha 20, em que quase me escondia num casulo por não ter as medidas perfeitas, as ancas perfeitas, as mamas perfeitas, a barriga perfeita. Que se lixe a perfeição. E a inveja. Sou como sou.
Na última década e meia cresci, desiludi-me, entristeci-me, enterrei o meu pai, fiz dietas que nunca resultaram, perdi o emprego, perdi sonhos, angustiei-me e sofri, arranjei trabalho, tive um filho, arranjei emprego, vi-me grega para o criar no primeiro ano e meio... Para chegar perceber que os sonhos podem ficar pelo caminho e não tem mal nenhum. Criamos outros. Vivemos a realidade, sabemos que nunca será edílica e estamos finalmente preparadas para viver bem com isso. Ou, nos casos em que o conformismo nunca foi opção, estamos na idade em que sabemos fazer alguma coisa por nós, apesar dos receios, das dúvidas, dos receios. Basta avançar, mesmo não sabendo muito bem para onde se vai, fazendo o que se gosta, mesmo que isso não seja o nosso emprego nem o nosso trabalho, como já explicou a Sílvia Silva no raparigascomonós e como eu também já escrevi aqui e aqui.
O corpo pode já ter parido um filho, as mamas podem não estar tão perfeitas como antes, a celulite pode ter vindo para ficar, os cabelos podem ter brancas e surgem as primeiras rugas que, já sabemos, vêm para ficar e piorar. E, mesmo assim, sentimo-nos melhores. Mais mulheres. Eu sinto-me hoje muito mais atraente do que quando tinha 20, em que quase me escondia num casulo por não ter as medidas perfeitas, as ancas perfeitas, as mamas perfeitas, a barriga perfeita. Que se lixe a perfeição. E a inveja. Sou como sou.
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OUT OF MY BOX
Criar estilo no Polyvore
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| Green, created by Divine Shape on Polyvore |
Estou viciada. Tenho milhões de looks na minha cabeça. É um vício, o Polyvore. Pelo menos para mim, que sempre que compro uma peça de roupa passo a noite seguinte a imaginar o potencial de combinações a fazer com os vários pares de sapatos que tenho e com todo o resto das peças do armário. Agora faço-o no Polyvore, como também se pode ver no meu Pinterest.
A culpa é da Sílvia Silva, que me falou desta rede social que permite compor os visuais que quisermos, a partir do banco de imagens do próprio programa, ou de imagens que vamos selecionando e importando por toda a web.
Eu não sou o Alfaiate Lisboeta, que anda pelo mundo a fotografar um mundo cheio de estilo, mas não consigo deixar de andar pela rua a reparar nas pessoas que seriam fotografáveis por ele (ou naquelas que, não tendo o look perfeito, têm um ou outro detalhe interessante e importante de reter.
Como não sou o Alfaiate, nem posso (ou não quero) andar por ai de máquina fotográfica na mão, componho os meus próprios looks no Polyvore. Há milhares de possibilidades na própria rede, que tem uma base de imagens de vestidos, saias, calças, casacos, jóias, acessórios e sapatos. Mas também há um programa, ou aplicação (não sei bem o que lhe chamar), que permite guardar no Polyvore os nossos items - as peças que nos interessam mas que não estão naquele enorme arquivo de imagens.
Todas as criações estão ligadas a todas as outras redes sociais, podendo ser publicadas (automaticamente, se quisermos) nos nossos blogues, pinterests, twitters e afins. Detalhe importante: ao publicarmos as nossas composições fotográficas no blogue, é automaticamente criada uma listagem dos vários items usados na imagem, com referência à marca do artigo, ao preço e/ou ao site de onde foi retirada.
Em tempo de crise, esta é, para mim, também uma forma de dar asas à imaginação. De ir às compras sem gastar dinheiro. De imaginar as combinações que faria se pudesse comprar todas as peças com que me cruzo.
Blogs are not dead
Ah, e tal, agora com o Facebook e com o Twitter os blogues já não interessam a ninguém, não há quem os leia, as pessoas preferem rapidez e imediatismo, bla bla bla. Pois eu acho que os blogues não morreram. Precisam é de estar ligados a outras redes sociais: ao Pinterest, ao Polyvore, ao Twitter, ao Google +, ao Delicious, ao Bloglovin, ao Trumbl... Ou seja, a tudo que possa divulgá-los junto da mais vasta audiência possível - se temos um blogue na web, é porque queremos que ele seja lido, ou não?
Os blogues podem ser uma forma de diário, mais ou menos aberto ao público, mas também podem ser projetos de divulgação de moda ou de exibição de trabalhos meritórios, como é o caso do http://www.matildebeldroegablog.com/, do http://blog.noussnouss.com/, apenas para citar alguns.
O meu é um projeto de divulgação de moda e design contemporâneos e eu quero que seja lido. É um hobbie, mas dá-me trabalho. Dá-me muito gozo, mas também me "rouba" tempo. E ninguém gosta de trabalhar "para o boneco".
Não foi fácil divulgá-lo, torná-lo conhecido, mas em oito meses consegui que mais de 12.500 pessoas o visitassem e que alcançasse o dobro das visualizações. Passei recentemente a fasquia dos 500 fãs na página do Facebook, que foi a rede social que inicialmente elegi para divulgar a Divine Shape.
Continua a não ser fácil e a dar imenso trabalho todos os dias. Curiosamente, foi depois de ter iniciado uma conta no twitter, no Pinterest e no Polyvore, onde a maior parte das pessoas que acompanho não são portuguesas, que comecei a ter mais feed back do meu trabalho, tornando-me "seguida" por gente que nem sequer entende o que eu escrevo. Não satisfeita ainda criei uma conta no Google +, no Bloglovin, no Trumbl e no Delicious. Estes dois últimos (pronto, vá, estes três últimos) ainda não domino porque, convenhamos, é muita coisa.
Os blogues podem ser uma forma de diário, mais ou menos aberto ao público, mas também podem ser projetos de divulgação de moda ou de exibição de trabalhos meritórios, como é o caso do http://www.matildebeldroegablog.com/, do http://blog.noussnouss.com/, apenas para citar alguns.
O meu é um projeto de divulgação de moda e design contemporâneos e eu quero que seja lido. É um hobbie, mas dá-me trabalho. Dá-me muito gozo, mas também me "rouba" tempo. E ninguém gosta de trabalhar "para o boneco".
Não foi fácil divulgá-lo, torná-lo conhecido, mas em oito meses consegui que mais de 12.500 pessoas o visitassem e que alcançasse o dobro das visualizações. Passei recentemente a fasquia dos 500 fãs na página do Facebook, que foi a rede social que inicialmente elegi para divulgar a Divine Shape.
Continua a não ser fácil e a dar imenso trabalho todos os dias. Curiosamente, foi depois de ter iniciado uma conta no twitter, no Pinterest e no Polyvore, onde a maior parte das pessoas que acompanho não são portuguesas, que comecei a ter mais feed back do meu trabalho, tornando-me "seguida" por gente que nem sequer entende o que eu escrevo. Não satisfeita ainda criei uma conta no Google +, no Bloglovin, no Trumbl e no Delicious. Estes dois últimos (pronto, vá, estes três últimos) ainda não domino porque, convenhamos, é muita coisa.
I love Lowie
Roupas bonitas, com inspirações no artesanato tradicional mas totalmente modernas. A Lowie é uma das marcas que não pára de me surpreender. De cada vez que visito o site da marca, lá está, mais um artigo novo que ficaria lindamente no meu armário.
Inspirada pelo rico mosaico mundial do artesanato tradicional, cujas origens remontam à Idade Média, a Lowie re-interpreta essas práticas honradas pelo tempo de uma forma totalmente moderna. O tricot, o croché, o bordado e a costura feita à mão estão presentes em quase todas as peças da marca, criada em 2002 por Bronwyn Lowenthal.
Produzir roupas bonitas que as pessoas queiram usar, tão eticamente quanto possível mas sem comprometer o design é outro do objetivo da empresa, que apresenta roupas e acessórios.
Inspired by the world’s rich mosaic of traditional handicrafts whose origins date back to the Middle Ages, Lowie re-interprets these time-honoured practices in a totally modern way. Hand-knitting, crochet, hand-embroidery and hand-stitching are incorporated into almost every piece in the Lowie collection. Worn by celebrities like Lily Cole, Erin O’Connor, Fearne Cotton and fashion-forward individuals like you, each Lowie customer appreciates the time, thought and effort that have gone into each high quality, quirky piece. Started in 2002 by designer Bronwyn Lowenthal, Lowie’s philosophy is to produce beautiful clothing people want to wear as ethically as possible without jeopardising design
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Seis de mim faz de mim empreendedora?
Eu não sou uma, sou seis. E não, não tenho nenhuma perturbação de personalidade (diagnosticada, pelo menos). A questão é que sou mulher, mãe, esposa, jornalista, bloguer e também dona de casa/doméstica. Acho que sou uma verdadeira empreendedora. Falta-me é tempo para pôr os meus projetos em prática. Porque estou a trabalhar - de outra forma não teria dinheiro para colocar comida na mesa. Não posso dar corpo aos meus projetos porque tenho de trabalhar para me sustentar. Não tenho tempo nem dinheiro para concretizar as minhas ideias. Mas empreendedora sou.
Como consigo tempo para tudo não sei, e às vezes fico com dúvidas de estar a desempenhar bem qualquer das funções.
Mas aviso já que não passo a ferro (apenas se for mesmo necessário, o que quer dizer que só passo aquilo que, de tão amarrotado, se perceberá efetivamente que não passou pelo ferro). Dobro a roupa muito dobradinha e já está. Também é raro limpar o pó e aspirar é só quando me começam a irritar os pedaços de cotão a voar no chão. Não tenho empregada, não posso ter, resolvi deixar de tentar ser uma super-mulher. Não sou.
E mesmo assim, à noite, quando me deito, a minha cabeça não pára: planeio o que vou fazer no trabalho no dia seguinte, idealizo textos e composições fotográficas para o blogue, penso no marido, no filho, no que há-de ser o jantar, na roupa que tenho de estender... SOCORRO!
Não sou só eu, sei que muitas das mulheres são assim multitasking. Eu padeco de algum frenesim interior, admito. Porque precisava de tempo para concretizar todas as ideias que tenho. Ou então de dinheiro.
Como consigo tempo para tudo não sei, e às vezes fico com dúvidas de estar a desempenhar bem qualquer das funções.
Mas aviso já que não passo a ferro (apenas se for mesmo necessário, o que quer dizer que só passo aquilo que, de tão amarrotado, se perceberá efetivamente que não passou pelo ferro). Dobro a roupa muito dobradinha e já está. Também é raro limpar o pó e aspirar é só quando me começam a irritar os pedaços de cotão a voar no chão. Não tenho empregada, não posso ter, resolvi deixar de tentar ser uma super-mulher. Não sou.
E mesmo assim, à noite, quando me deito, a minha cabeça não pára: planeio o que vou fazer no trabalho no dia seguinte, idealizo textos e composições fotográficas para o blogue, penso no marido, no filho, no que há-de ser o jantar, na roupa que tenho de estender... SOCORRO!
Não sou só eu, sei que muitas das mulheres são assim multitasking. Eu padeco de algum frenesim interior, admito. Porque precisava de tempo para concretizar todas as ideias que tenho. Ou então de dinheiro.
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PREEN: Não devia ser luxo
É uma marca de luxo, mas não devia ser. Tem peças tão bonitas e tão usáveis no dia-a-dia que se impõe serem mais acessíveis. Estou apaixonada pela Preen, o que hei-de fazer ou dizer. Apenas isto. Porque comprar qualquer um dos seus maravilhosos vestidos ou blusas é só uma miragem.
A marca começou como boutique na Portobello Road, em Londres, em 1996 e é atualmente uma das etiquetas britãnicas mais famosa. O design está a cargo do duo Justin Thornton and Thea Bregazzi, que conta com Kate Moss como uma das muitas devotas das suas coleções inspiradas no rock' n' roll.
Eu adoro os vestidos, todos. Os brancos, os pretos, os que parecem inspirados em kimonos, as blusas de aspeto etéreo, à venda na http://www.net-a-porter.com/Shop/Designers/Preen.
Preen began life as a bijoux boutique on London's Portobello Road in 1996 and is now one of Britain's hippest labels. Design duo Justin Thornton and Thea Bregazzi count Kate Moss among the many devotees of their desirable rock'n'roll-inspired collections. We love their contoured off-the-shoulder dresses in a contemporary palette of black, white and blush.
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Quero tudo!
Quero tudo. Mesmo. Descobri a Couverture and the Garbstore e foi amor à primeira vista. E foi um amor total e absoluto por praticamente todas as peças, se não mesmo todas. Isto não é coisa fácil, uma marca conquistar-me assim de forma tão plena.
A loja londrina acolhe o melhor do design de moda e de interiores, mas eu confesso que fiquei perdida pela roupa feminina e acessórios, claro. Pode comprar-se tudo aqui.
A coleção da Couverture inclui roupa feminina e acessórios, roupa para bebé e criança, brinquedos, jóias, objetos de decoração, mobília e achados vintage cobiçados. A isto, juntam-se etiquetas de moda europeia feminina como a Humanoid, Steven Alan e Rachel Comey e estilismo moderno para crianças da Album di Famiglia.
A filosofia da Garbstore assenta na história do vestuário produzido depois da Segunda Guerra Mundial, desenhando a influência daquilo a que pode ser chamado como "Vintage Unfamiliar". Ou seja: peças que foram uma referência no passado mas com um toque moderno. A Garbstore também vende uma seleção de roupas casuais de marcas internacionais de culto, como a Rittenhouse, Mountain Research, Post Overalls, Bedwin & The heartbreakers, de t-shirts e acessórios da Engineered Garments e de sapatos da Terrem and Pointer (muitas destes artigos são feitos em exclusivo para a loja londrina).
A coleção da Couverture inclui roupa feminina e acessórios, roupa para bebé e criança, brinquedos, jóias, objetos de decoração, mobília e achados vintage cobiçados. A isto, juntam-se etiquetas de moda europeia feminina como a Humanoid, Steven Alan e Rachel Comey e estilismo moderno para crianças da Album di Famiglia.
A filosofia da Garbstore assenta na história do vestuário produzido depois da Segunda Guerra Mundial, desenhando a influência daquilo a que pode ser chamado como "Vintage Unfamiliar". Ou seja: peças que foram uma referência no passado mas com um toque moderno. A Garbstore também vende uma seleção de roupas casuais de marcas internacionais de culto, como a Rittenhouse, Mountain Research, Post Overalls, Bedwin & The heartbreakers, de t-shirts e acessórios da Engineered Garments e de sapatos da Terrem and Pointer (muitas destes artigos são feitos em exclusivo para a loja londrina).
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