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LOOK OF THE DAY: Classic or sporty?

Skinny jeans - Massimo Dutti
Blazer e camisola às riscas - D' Origem
Sapatilhas Mustang

LOOK OF THE DAY: Summer


Vestido Titis
Sandálias Igor, compradas na loja Goodvibes (Porto)

Nikibi: Minimalismo, o nosso novo vestido preto


As fotografias são muitas e nem sequer são para ilustrar a multiplicidade do talento da designer da marca portuguesa de joalharia contemporânea Nikibi. São imagens de tudo aquilo que gostaria de ter. Das peças que têm tanto a ver comigo que poderia comprá-las a todas (se pudesse, claro). 

Minimalismo não é o nome do meio da artista. É o nome todo da jovem que desenha estas peças. Começou por fazê-las em latão. Já vai na prata. Sobe o preço do artigo, mas também a qualidade. E confirma o talento. 

O minimalismo está mais do que na moda, é uma tendência (basta passar os olhos no instragram, para não ir mais longe). 

O minimalismo é o nosso novo vestido preto. Não compromete, fica sempre bem, acrescenta tudo parecendo que não faz nada.

E é por isso que a Nikibi está muito à frente. Mesmo as peças mais simples e discretas são um statement, um estado de espírito, uma afirmação. Até os mais pequenos dos brincos ganham vida nas orelhas. O difícil é mesmo escolher, porque mesmo o que parece muito igual assenta de forma muito diferente depois de usado. Vale a pena testar, quanto mais não seja pela descoberta. 

Estão a ver os brincos da próxima fotografia? Não dava nada por eles antes de os colocar. Não os voltei a tirar, e acreditem que experimentei muita coisa antes de me decidir.

Estas já são minhas (pulseira não incluída - quer dizer, a pulseira é minha, mas foi-me oferecida há uns anos valentes, desconheço o autor):




No tempo em que tinha tempo, estar sozinha era só solidão

Seis anos de filho (quase sete) e sempre uma sensação de que preciso de mais tempo para mim, para estar sozinha, para não fazer nada, apenas esticar-me no sofá como se não houvesse amanhã, deixar-me dormir o tempo que for, ver séries e filmes, tudo sem pausas, sem interrupções, sem preocupações, sem planos. 

É sempre o mesmo ai, que já são horas de o ir buscar à escola, ai que tenho de ir ao supermercado na pausa do almoço para depois não ter de o levar e atrasar toda a rotina do acaba os trabalhos de casa. Toma banho, "preciso de ajuda neste crucigrama", veste-te enquanto começo o jantar, "ajudas-me a pintar este desenho?", anda lá, despacha-te, apanho roupa, estendo roupa, "podemos pintar estas caixas com tintas?", agora não, vamos sujar tudo, quando tivermos tempo, eu sei que nunca temos tempo, olho outra vez para o jantar, "quantos são 345 mais 229?", sei lá, este rapaz lembra-se de casa conta, ponho a mesa, "posso ver bonecos?", não, desliga isso. 

Levanto a mesa, lavo a loiça, meto mais roupa na máquina, dobro mais roupa, olho para o monte de roupa que tem de ser passado a ferro e viro a cara para ver se a imagem desaparece, numa mistura de desgosto, não quero saber e irritação profunda, no fundo à espera que aquela roupa saia dali para os armários por artes mágicas. Vai lavar os dentes, "porquê?", porque tens de lavar os dentes, anda para a cama, "só mais cinco minutos", deita-te, "quero ir para a tua cama", mas está tanto calor, "mas eu assim não consigo dormir". Pois, e assim quem não vai conseguir dormir sou eu, vais passar a noite a dar-me pontapés, a trepar por cima de mim, a dar-me bofetadas, ao menos adormeço melhor, gosto de ter ali.

Quero sempre todo o tempo livre, para não fazer nada, desde há muito eleito o meu hobby favorito ou para fazer tudo: ir ao cabeleireiro, entrar em lojas para experimentar tudo e não comprar nada, arrumar os livros da escola, arrumar-lhe o quarto, arrumar o meu quarto, arrumar a casa, limpar tudo, deixar tudo em ordem, talvez ler um livro, essencialmente esticar-me no sofá sem me preocupar com nada.

E, de repente, o paraíso está à minha frente e percebo que não é nada disso que quero. Filho e pai de férias fora, eu a trabalhar, chego a casa com todo o tempo do mundo para mim e bloqueio, não faço nada nem consigo ficar sem fazer nada. Sinto saudades, volto ao tempo em que vivia sozinha, sem filho ou marido, e percebo que nunca foi isso que quis. 

Nunca tive bem consciência disso, ou já não pensava nisso há muito tempo, mas estar sozinha não é o meu género. Estar sozinha fazia-me sentir sozinha, não me fazia sentir confortável por ter o meu canto, o meu mundo, o meu tempo. 

Talvez agora apenas precise de que o dia tenha mais umas horas, ou que pelo menos uma hora do dia, talvez um bocadinho mais, seja só minha. Mas isso é nos dias em que tenho de fazer tudo - ir ao supermercado, arrumar as compras, pensar no jantar, no almoço do dia seguinte, no lanche do miúdo, nos recados da escola e na roupa de todos enquanto tento passar por cima do cotão espalhado pela casa, até que me dá um ataque de fúria e começo a limpar tudo. 

Afinal não preciso de tanto quanto pensava. E não é só uma questão maternal. Tenho saudades do meu filho, claro, muitas, mas não é a primeira vez que ele fica fora de casa. Já por mais de uma vez estive sem ele durante quase um mês e não me senti assim. Tinha sempre outra pessoa em casa e aproveitava cada segundo sem companhia como se fosse o meu maior luxo. E era - o meu momento de nada fazer, de me deixar levar sem pensar, de apenas ficar comigo, no meu canto, a recuperar o tempo perdido. 

Pensava que precisava de mais para mim. Mas não. Tenho consciência de ser a que só está bem onde não está, mas isto é mais do que isso: é perceber que, no tempo em que tinha tempo, estar sozinha era só solidão. 

Todas as dicas possíveis (ou quase) para enfrentar um casamento com sapatos que magoam


Uma leitora enviou-me por e-mail (the.divine.shape@gmail.com) uma pergunta muito simples e direta que se transformou num guia sobre "como superar um casamento depois de ter escolhido uns sapatos que magoam horrores". Podia ter-me limitado a responder, mas não consegui. Só podia ir muito mais além, depois de confrontada com a hipótese de alguém ir a um casamento com uns sapatos que já magoavam antes do massacre de um dia inteiro em cima deles. 

Os leitores mais habituais talvez já se devem ter apercebido de que não uso sapatos altos - não consigo, não me sinto bem com eles e, como tal, elegância é tudo o que não conseguirei transmitir ao usá-los. Conforto não tem de ser sinónimo de displicência. Os sapatos rasos não têm de ser feios ou insípidos, nem demonstrativos de desleixo. Bem escolhidos, são uma demonstração de estilo - basta a pessoa estar confortável, sentir-se bem e ter nos sapatos uma parte do conjunto.

Os casamentos podem ser um verdadeiro castigo para os pés, todos sabemos disso. Quem nunca estreou uns sapatos no dia da cerimónia e acabou descalço, ou com muita vontade de o fazer, que atire a primeira pedra. Ainda recentemente, um colega do sexo masculino, que levou a um casamento uns sapatos que já não eram novos e que passaram pelo sapateiro para alargar, admitiu que ao fim da noite teve de os tirar. 

Agora imaginem o que pode acontecer a uns pés enfiados nuns saltos altos, que é o que a maioria das mulheres faz quando vai a um casamento. E que riscos corria uma mulher que já sabia da dor que os sapatos provocavam ainda antes de passar um dia em cima deles. As imagens que me passaram pela cabeça eram tudo menos boas: CASAMENTO (algo que é suposto ser um momento alegre, feliz e divertido) + SAPATOS QUE MAGOAM AINDA ANTES DE LÁ CHEGAR = Tudo menos felicidade e diversão.

A leitora gostou taanto da resposta que achou que eu faço disto profissão e que me devo divertir imenso com isso. Sou feliz a dar estes conselhos, realmente, e adoro lidar com moda e tentativas para superar dificuldades que, embora pareçam picuinhas, podem bloquear a vida de uma mulher. Ou a forma como ela encara a vida (ok, menos, eu sei que neste caso era só um casamento). A verdade é que ser Fashion Adviser não é a minha profissão, embora gostasse que fosse. 

Passo, então, a reproduzir o e-mail, com a devida autorização da leitora e alguns ajustes: 

A pergunta, como disse, era simples: "Vi no seu blog as sabrinas dobráveis, mas não sei onde as posso encontrar em Lisboa. Tenho um casamento no próximo sábado, levo uns sapatos que me magoam muito e gostava de levar o meu plano B na mala. Pode ajudar-me?"

Eu não pude ajudar muito porque as sabrinas em questão não estão à venda em Portugal e nem através dos meus contatos com a marca conseguiria fazê-las chegar a Portugal a tempo do casamento. À falta de melhor, seguiram-se os conselhos e toda uma tese sobre o facto de não ser necessário ir a um casamento de saltos altos. 

1. USE SAPATOS DE SALTO RASO
Até a Barbie, que passou uma vida inteira em bicos de pés, já usa saltos rasos, embora eu não saiba ainda se ela o faz para ir a casamentos. Tendo em conta que estamos a falar de uma boneca, a verdade é que ela pode fazer o que bem entendermos e, por mim, ela não só pode como deve ir a casamentos sem saltos altos. 

Para mim, o mais importante é o conforto. Para além disso, desde há muito que os sapatos rasos deixaram de ser desengraçados e desde há outro tanto que não faltam opções sofisticadas de sapatos sem salto. 

Não sei se já se apercebeu, pelos relatos no meu blog, vou ter um em agosto e que também andei/ando às voltas com os sapatos que vou usar. São raros os sapatos altos de que gosto e estou decidida a ir de sabrinas - tenho umas que comprei para um casamento a que fui em 2008, quando estava grávida do meu filho, e nunca mais as consegui calçar, pelo que estão novas (são as que se vêem na imagem e aqui).
Não suporto calçado que magoe e prefiro mil vezes ir confortável do que ir de sapatos altos ou sapatos novos que magoem só porque é suposto. Vou acabar por me sentir miserável e não há ninguém a sentir-se assim que possa, ao mesmo tempo, estar e mostrar sofisticação e elegância.

2. FAÇA TREINOS EM CASA PARA MOLDAR OS SAPATOS AO PÉ
Aqui, neste artigo, fala-se sobre como evitar que os sapatos magoem. Pode ser que ajude. Não sei até que ponto os sapatos que tem lhe magoam. Se já a magoam e muito, é provável que se tornem insuportáveis em pouco tempo no dia do casamento. 

O que eu costumo fazer quando tenho sapatos que magoam é usá-los em casa, ao fim do dia, enquanto faço as tarefas domésticas. Convêm usá-los e andar com eles durante algum tempo - o tempo suficiente para que o pé aqueça e se vá moldando ao sapato. 

Desta forma, é possível que consiga prever onde é que o sapato a vai magoar mais e onde é que poderá fazer bolhas (se fizer bolhas é muito mau e nem umas boas meias de vidro evitam as bolhas em alguns sapatos rasos, experiência dixit).

3. USE UMAS MEIAS GROSSAS PARA OS ALARGAR 
Pode também usar os sapatos em casa com umas meias grossas, para fazer o mesmo efeito ao mesmo tempo que os alarga um pouco. 

4. SE OS SAPATOS FOREM DE PELE, DÊ-LHES BANHO
Em último caso, se os sapatos forem de pele, pode dar-lhes um "banho" de água quente, secar com uma toalha e andar com eles calçados até secarem. O efeito é o mesmo - vai ajudar a que se moldem ao pé.

5. NÃO GASTE MUITO DINHEIRO NUM PLANO B
Se o que precisa é apenas de um plano B para o caso de não aguentar os ditos sapatos, a recomendação é que não gaste muito dinheiro, mas ao mesmo tempo compre qualquer coisa que possa voltar a usar. 

Tem de ser algo que combine com a roupa do casamento, claro, mas se for uma coisa para não voltar a usar vai ficar com dois sapatos no armário: os que magoam e os do plano B. 

Não se esqueça de também andar com eles em casa - a mim, até as sabrinas podem magoar-me e fazer-me bolhas.

6. ONDE ENCONTRAR SABRINAS GIRAS OU SAPATOS DE SALTO RASO DE DEIXAR UNS STILETTO ENVERGONHADOS
Quanto a opções, e já que me perguntou sobre sabrinas, há sempre soluções baratas na Lefties (o outlet da Zara) e na Parfois (ainda na semana passada lá vi umas prateadas bem giras, que podiam bem servir como plano B para mim).

Na Prof também há sempre várias opções, ainda que a preços menos simpáticos. Cheguei a namorar uns sapatos rasos United Nude prateados, mas desisti por causa do preço. Não os estou a conseguir encontrar no site, mas são a versão rasa deste sapato.

Na Eureka Shoes também se encontram modelos interessantes, às vezes a preços mais simpáticos do que os da Prof . por exemplo estes.


A dificuldade dos meios termos

Demasiado calor, depilação feita, há que aproveitar para usar um vestido, que o tempo vai arrefecer e entretanto os pelos crescem. Uma mulher tem demasiadas coisas para gerir e não é fácil fazê-lo numa cidade como o Porto, nomeadamente na primavera ou no verão, em que tanto está um calor tropical como está ameno, chove ou a temperatura desce abruptamente e até fica frio. 

Há que estar sempre de olho nas previsões metereológicas, porque o tempo aqui muda quando menos esperamos. A meteorologia nem sempre acerta, mas mais vale saber o que ela reserva para não dizermos que não nos avisaram. 

Pois hoje, apesar dos avisos de trovoadas e aguaceiros, estava demasiado calor para me enfiar numas calças. Mais do que isso, ontem fiz a depilação e, para amanhã, a previsão é que o tempo arrefeça. Concluo que mais vale usar um vestido de verão enquanto posso, não vá ficar frio ou não vá ter tempo para livrar as pernas dos pelos quando voltar a estar calor.

Enfio-me num vestido com três ou quatro anos, mais coisa menos coisa, o mais fresco que me aparece no armário. Já no ano passado estava mais larguinho do que quando o comprei, mas ainda assim era usável. Hoje fazia-me um fole nas costas, puxei o tecido que sobrava e cabia outra de mim lá dentro. Tira, veste outro. Comprado este ano. Talvez demasiado curto, ou demasiado marcado para um dia de trabalho. Mas agora que o comprei, tenho de o usar, era o que faltava deixá-lo apodrecer no armário. Olho ao espelho, não me parece mal. 

Diz que fica demasiado apertado, quase como se as costuras fossem rebentar - o comentário chegou quando já estava no trabalho, não tenho agora alternativa senão mantê-lo no corpo até chegar a casa. Não me sinto assim tão apertada, aliás nem me sinto nada apertada, mas fiquei a pensar naquilo. 

Talvez sejam demasiados anos a sentir-me olhada pelo que supostamente são as piores razões - ser gorda. Nunca gostei que fizessem comentários sobre o meu aspeto ou a minha roupa porque me sentia olhada. E ao sentir-me olhada sentia-me mal. 

Ter peso a mais não tem mal nenhum se a pessoa se sentir bem com isso. Eu não sentia. Agora nem sei bem que peso tenho (aquilo da balança da médica de família não é mesmo fiável, mas essa histórica fica para amanhã), mas há inseguranças difíceis de ultrapassar. Às vezes o melhor é passar por cima: eu sinto-me bem comigo e com o vestido, e isso é tudo o que, para o caso, realmente importa. 

Estrear sapatos sem calçado de reserva não, obrigada



Há pessoas mais sensíveis do que outras e eu tenho um problema com calçado novo, é verdade. Gosto muito de sapatos, sandálias, sabrinas, sandálias e tudo o que seja para enfiar nos pés mas, salvo casos raros, tudo o que compro magoa-me no primeiro dia de utilização. Se o que estiver em causa não forem sapatilhas ou botas de inverno (julgo que é o facto de as usar com meias grossas o que as coloca na lista de exceções), é certo que fico com os pés terrivelmente apertados ou com bolhas: no calcanhar, nos dedos, nos sítios mais improváveis. Até os sapatos mais insuspeitos me fazem bolhas: espreitem só o link para este artigo que ainda recentemente escrevi sobre umas botas que nem eu diria que podiam dar-me cabo dos calcanhares. 

Se forem umas sandálias pode acontecer-me o mesmo, embora seja com as sabrinas que o caso mais se agrava. As que tenho em casa são anteriores ao nascimento do meu filho e deixaram de me servir (o pé alargou, ou eu deixei de o conseguir ter apertado, não sei). Volta e meia calço-os, mas magoam-me, desisto, volto a guardá-los. Já tentei um número maior mas o 37 aperta e o 38 fica largo. Desisti. Até ontem, 

Enfiei os pés numas sabrinas da Lefties (ou seja, bastante em conta, para não dizer baratas), ligeiramente pontiagudas às risquinhas pretas e brancas (tentador, certo?). Nem apertavam nem ficavam largas. É mesmo isto. Claro que tinha de as usar já hoje, ainda que com meias transparentes, não fossem as ditas fazer-me bolhas nos pés descalços. Ainda pensei enfiar na mala do carro alguma coisa que pudesse substituí-las para o caso de o nosso relacionamento dar para o torto, mas a coisa correu tão bem enquanto andei a cirandar com elas em casa que acabei por me esquecer. 

Erro fatal: nunca, mas nunca, se deve estrear calçado para ir trabalhar com a perspetiva de caminhar fora do escritório sem ter na mala do carro ou numa mochila alguma coisa para enfiar nos pés, para a eventualidade de a combinação pés + sapatos novos dar para o torto. Hoje correu muito mal. Tão mal que estava a ver que não conseguia regressar ao trabalho. O raio das sabrinas às risquinhas fizeram-me bolhas nos dedos mindinhos e só não fizeram o mesmo em mais sítios porque tive de me arrastar até uma farmácia para comprar uns pensos tão caros que quase davam para outros sapatos. 

Cheguei ao escritório e descalcei-me. Assim teria permanecido se não tivesse de sair outra vez em trabalho. Podia também ter resolvido o problema (sim, eu sei, parece que nós, mulheres, arranjamos problemas em coisas de nada e no fundo é um bocadinho verdade, mas experimentem ter os pés feitos em frangalhos e cheios de dor para ver o que custa) com umas chinelas que alguém viu numa loja a quatro euros, mas possivelmente nunca mais as ia enfiar nos pés. 

Optei por comprar uma coisa de que gostava, mais clara, evidentemente, mas que me há-de servir para o verão todo: umas sandálias brancas da Igor, que são mesmo iguais a umas Melissa Fox pelas quais me apaixonei há um ano mas que nunca comprei. Contas feitas, o barato saiu caro. O problema maior foi, no entanto, a falha na precaução: jamais te enfies nuns sapatos novos num dia de calor sem ter uma boa alternativa guardada por perto. Podes acabar cheia de bolhas a ter que comprar o que nem querias (ou querias e não devias).




Saldos, marketing e paixões platónicas na Zara

Entrei numa loja à procura das últimas pechinchas dos saldos, coisas que valessem mesmo a pena, como tecidos de qualidade a metade do preço ou menos, de preferência peças quentes para o próximo inverno, porque as lãs gastam-se muito e não são nada baratas. A determinação era não ultrapassar os 15 ou 20 euros, porque se são saldos, e já estão mesmo no fim, a intenção é encontrar as verdadeiras oportunidades. Como o casaco de lã comprido e quente que, há um ano por esta altura, levei para casa por cinco euros. O preço sem saldo andaria à volta dos 30. Isso sim, para mim é saldo que valha a pena. Até porque, um ano depois, se percebe que a peça, já a parecer muito usada e cheia de borboto, não valia mais do que os ditos cinco euros. 

Entro, então, na mesma loja do ano anterior à espera de sorte idêntica. Só vejo monos, tecidos finos, malhas demasiado remexidas, nada de casacões de malha ou sobretudos, que era o que eu procurava. A não ser os da nova coleção. Para onde quer que me vire só há casacos quentes, de modelos interessantes, em cores que adoro. A preços que não são de saldo. 

Já estava habituada a cruzar-me com novas coleções quando vasculhava o fundo do fundo dos saldos, mas o que via eram peças mais ligeiras e primaveris. Remexer o resto das promoções com peças da mesma estação direitinhas e quentinhas ali mesmo ao lado é tortura. Eu sei que a meteorologia anda baralhada, que não se pode confiar no clima, mas afinal quantas coleções/estações temos agora por ano? É tudo marketing, eu sei, mas não me lixem, ninguém vai usar os sobretudos e os casacos que vi na Zara com sandálias (ou chinelas), como mostram as fotos do site

Desconfio, também, que estes sobretudos e casacos não vão chegar aos saldos de primavera/verão e que, se chegarem, não vou querer ter nada com eles. Na verdade, aquele amarelo é uma tentação. E o rosa. E o cinza. E o preto e branco. Resta-me optar por esquecer. Ou olhar tanto para eles até chegar ao ponto de me fartar. O grande problema são estes botins/sapatilha. Não os vi ao vivo e não consigo perceber se se sujam facilmente, mas vou pensar que sim. E olhar para eles até encontrar outros que me deixem mais interessada. Platonicamente, apenas.



Seis meses sem compras

A ideia necessidade surgiu bem antes de eu conhecer o projeto Um ano sem Zara. Fim de janeiro, conta bancária quase a zeros, zero de roupa nova, não havia alternativa. O mesmo zero para os sapatos e para as carteiras e para os casacos e para tudo o que estivesse relacionado com moda. Um gancho que fosse. Proibi-me. A roupa que tenho no armário é muita. A que me serve nem por isso. Sapatos também tenho muitos, mas uso quase sempre os mesmos. Sapatilhas e afins, de preferência em tons escuros, que sabrinas e sapatos abertos são pouco compatíveis com o tempo instável do Porto. Ou eu sou incompatível com frio e chuva nos pés, mesmo no verão (como se se pudesse chamar verão a isto), que aqui pode estar um belo dia de sol e, de repente, ficar tudo nublado, arrefecer, cair um aguaceiro. 

Não pensei fazer um blog a contar a experiência dos meses que vou passar sem compras, como fez a Jojo, porque já tinha este. Quando descobri Um Ano sem Zara também me pareceu muito mal copiar a ideia, sobretudo porque estava muito bem feito. Com fotografias profissionais tiradas a uma menina de uns olhos azuis invejáveis que arrumaria qualquer outra que tentasse colocar-se por trás da objetiva. E este blog também já tinha surgido por causa de problema semelhante: já que não posso ser designer, que talvez fosse o que eu gostava mesmo de ser, já que não posso ter uma loja, que talvez fosse o que gostava mesmo de fazer, já que não posso comprar tudo o que me apetece, já que todos os blogs de moda são bem mais clássicos do que o meu gosto pessoal, então vou mostrar um bocadinho daquilo de que gosto. Se não posso ter, posso conhecer, descobrir, divulgar, mostrar.

Talvez tenha chegado a este ponto porque passei demasiado tempo à procura de mim mesma e do meu estilo, a oscilar de peso como quem muda de camisa, a comprar roupa nova ao mesmo ritmo que engordava e emagrecia. Não sei se vos acontece/aconteceu/acontecia, mas nem quando engordava nem quando emagrecia voltava a vestir exatamente o mesmo tamanho que vestia antes de emagrecer/engordar. A maior parte da roupa que não dei foram os tamanhos maiores. Acresce que, sempre que engordava achava que nunca mais ia voltar a emagrecer, que nunca mais ia caber naquelas calças, preferia livrar-me delas para não me deprimir. Entretanto comprava outras, e outras, e saias, e camisolas, e casacos e tudo o que agora me fica a boiar. Também comprava sapatos e carteiras, mesmo muitos, quase por vício. Tinha dinheiro para isso, claro. Ainda assim gastei demasiado. Mais do que o aceitável. Até que um dia, corta daqui, corta daqui, inflação aqui, inflação ali, o dinheiro acabou (maneira simplista de contar a história, mas não é isso que interessa agora). 

Depois de seis meses sem compras, fui às compras. Três t-shirts a menos de 3 euros cada para o meu filho e diversos pares de meias para um pé que não pára de crescer (já estamos no ponto de eu não conseguir perceber de imediato quais são as meias dele e quais as minhas). Se me custou não comprar nada? Hoje, por acaso, não. Nos últimos tempos também não. Talvez uma pessoa se habitue, àquele sentimento de deixar de compensar frustrações com coisas novas no armário. Porque a frustração passa no momento mas depois volta. Porque afinal aquela camisola não fica tão bem com aquela saia e o melhor é comprar outra, e já agora também o que era mesmo perfeito para o conjunto era ter aqueles sapatos e por aí fora... Todas sabemos que isto é um caminho sem retorno, certo? Quase todas, pelo menos? 

Pois agora prefiro remediar com o que tenho no armário, e tudo o que tenho é mais do que suficiente. Nem sequer uso tudo. Perdi tempo para perder horas a experimentar combinações de roupas/sapatos/carteiras/casacos/acessórios. Nem sequer o tenho só para a parte das roupas. Portanto jogo pelo seguro, o que significa não ousar muito nas variações, sobretudo quando tenho de acordar cedo e despachar-me rápido, mas não quer dizer pasmaceira. Às vezes, aquela peça que andava perdida e que não usava há anos transforma-se num achado. Porque encontra a combinação certa. Sem esforço. Não há grandes segredos para variar quando o armário está sempre cheio do mesmo, mas os acessórios ajudam muito. 

Quanto aos meus seis meses sem compras, pensei sinceramente que a carteira sentiria muito mais a diferença. Precisava, isso isso, de arranjar destino para tudo o que não me serve e está em excelente estado. Se tivesse uma menina, guardava para ela, era sucesso vintage garantido (o vintage vai ter alguma piada daqui a uns 20 anos?). Como não tenho, o que me resta é roupa que não me serve e que podia servir a outra pessoa. 

Relógios coloridos e personalizáveis

Não há muito a dizer, as cores mostram tudo, mas a Modify Watches pretende espalhar o seu amor pela personalização através da criação de peças de relógios que podem ser trocadas, permitindo centenas de combinações diferentes. Eu, que já fui fanática por conjugar a cor dos acessórios com as cores da roupa, contentava-me hoje com uma coisa colorida destas no pulso.

Elegância e simplicidade em pele portuguesa





Chama-se APRIMITIVA e desenvolve artigos em pele genuína 100% portuguesa. A elegância, a simplicidade e a durabilidade são os vetores fundamentais da marca, que produz bolsas e capas artesanais para alguns produtos da marca Apple, nomeadamente, para Macbook Pro, iPad, iPad Mini e iPhone.

O trabalho meticuloso, com todos os pormenores e acabamentos a beneficiarem de um labor preciso e delicado é uma forma de cumprir os objetivos da marca. A juntar a isto, as linhas clássicas, inspiradas no design do século passado, tornam estas peças verdadeiramente distintas.

Love the way you look

Love the way you look


New Balance sneaker
$165 - youheshe.com


Flat shoes
modcloth.com


Mar y Sol red purse
$89 - bloomingdales.com


Green handbag
choies.com


Thomas Sabo earrings
$150 - harrods.com


The Row white sunglasses
$425 - montaignemarket.com


THALIE
skunkfunk.com


VALERIE
skunkfunk.com

Mochilas-casaco de A Forest Design









Não é uma marca, é um projeto. Chama-se A Forest Design e Sara Lamúrias é a criativa de serviço. O objetivo é produzir peças únicas em edições pequenas e limitadas e as vendas já são feitas um pouco por todo o mundo, através da distribuição para lojas retalhistas ou a partir da internet.

Casacos que são mochilas (ou vice-versa) são um dos mais inovadores produtos do A Forest Design, que trabalha bastante com o burel, um material quente e resistente, perfeito para o inverno.

A intenção do projeto é comunicar ideias através da arte, do design e da moda, criando produtos e organizando eventos nestas áreas. A iniciativa aposta na colaboração com artistas ou empresas na conceção desses produtos e eventos. A Burel Factory é uma das fábricas com a qual Sara Lamúrias em uma parceria.




Burel Factory: tradição feita modernidade


É o meu tecido preferido para o inverno desde que encontrei umas botas cujo cano é feito com ele. São quentinhas como nenhumas outras e o segredo delas é o burel. Ainda por cima o "sigilo" é bem português, porque o material é o tecido mais tradicional na indústria de lanifícios de Manteigas, Serra da Estrela.

A grande novidade é que, a partir da antiga fábrica Lanifícios Império (a tecer desde 1947), nasceu em 2010 a Burel Factory, que hoje reúne 39 cores e 16 pontos, todos inspirados na tradição e cultura portuguesas mas apresentados de forma inovadora e moderna, como se do produto mais contemporâneo e arrojado se tratasse. 

A intenção é "fazer progredir uma arte, uma tradição e um ofício", reiventando "um património à medida do presente". Na base da criação da Burel Factory esteve a intenção de por em prática um projeto sustentável, especial e único, cheio de alma e paixão, onde cada peça produzida fosse um pedaço da história do saber, de uma indústria e da sua própria história.

O projeto pretende manter vivo e reinventar o valor das riquezas da região, combinando a arte e o saber dos tecelões da vila de Manteigas com o design atual, criando peças originais, de traço contemporâneo para invadir casas, escritórios, hotéis ou empresas em forma de tapetes, almofadas, fundos de cama, bancos, revestimentos de parede, mas apostando também na área da moda, nomeadamente com mochilas e sacos.

A empresa usa máquinas e equipamentos tradicionais, "do tempo em que a indústria ainda se fazia à mão", garantindo assim a produção de tecidos únicos, diferentes e de grande qualidade. 

O burel é, na verdade, uma grande maravilha: um tecido de elevada resistência e robustez, que lhe permitem resistir à tração, rotura, pressão e luz, suportando o uso intensivo sem alterar a cor e a forma, e tornando-o ideal para aplicar em revestimentos interiores. Nesta área a Burel Factory executa, à medida, diversas soluções de revestimentos – painéis de parede, cabeceiras de cama e tapetes.

Sendo 100% lã, o burel é também um excelente isolante acústico, que reduz a reverberação do som e limita a sua propagação. É por isso que a fábrica aposta na área, produzindo uma gama de revestimentos e módulos acústicos que combina soluções criativas e eficazes na absorção do som, adequadas a espaços comerciais, escritórios, hotelaria e habitação, entre outros. O burel é também a solução ideal para organizar espaços open space, através de painéis e blocos acústicos que permitem distinguir zonas de trabalho e de tranquilidade, de zonas comuns e de circulação.