Era esta almofadinha Ikea amarela, preta e branca para mim, sff. E umas capas brancas novas para as que tenho em casa mas já estão velhinhas...
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Perdidos
Não, nas mudanças não aparecem todas as coisas que não sabemos onde estão. A mim, desaparecem-me coisas. Depois da antepenúltima mudança, nunca mais vi um tabuleiro azul, redondo, giríssimo, que me tinham oferecido. Por altura da penúltima mudança, sumiu-se um relógio lindo, azul petróleo, que eu adorava. Nunca mais o vi. Desta vez estou confusa, porque parte das coisas que tinha na casa antiga foram encaminhadas para casa da minha mãe. É por isso que não sei se o que não apareceu se perdeu ou se está em casa dela. Uma coisa essencial anda desaparecida desde setembro, altura em que tive de renovar o cartão de cidadão: o senhor do registo disse-me para guardar as senhas bem guardadas e deitar fora as anteriores; eu, que não sabia onde tinha as anteriores, encontrei-as e não me lembro onde coloquei as que guardei de forma a não conseguir perder. Pois, as senhas do cartão de cidadão são importantes para alterar a morada, que é coisa que agora preciso de fazer. Ah, e se não souberem da senha atual, não deixem o senhor do registo tratar do procedimento todo como se soubesse, à espera de conseguir evitar que ele mencione a necessidade da senha. Foi o que eu fiz e gastei três euros desnecessariamente. Vou ter mesmo de tirar outro cartão. Ou isso ou desarrumo tudo o que andei a arrumar para tentar encontrar o raio do papel.
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Mudanças. O melhor e o pior.
Carreguei muitos caixotes e sacos (constatei que os sacos grandes, daqueles dos supermercados, são bem mais práticos para transportar do que os caixotes - consigo mexer-me com vários sacos enfiados nos braços, mas não sou capaz de transportar mais do que um caixote, por mais leve que seja), mas o mais difícil não foi perder a conta às vezes que desci elevador, enfiei coisas no carro, tirei coisas do carro, enfiei tudo no elevador e tirei tudo outra vez.
O pior, nestas mudanças, foi tudo. Não me lembro de outras que me tenham custado tanto, talvez porque o tempo nos faz ter cada vez mais coisas. É bem provável que tenha agora mais objetos do que há cerca de cinco anos, mas ninguém me volta a ver metida numas mudanças sem uma empresa com uma grande carrinha a ajudar.
Ainda assim, o que me custou mesmo muito foi tirar da casa antiga tudo o que foi ficando para trás. Não cabe neste caixote? Fica para depois. O resultado foram vários sacos e caixotes, tantos que parecia estar a fazer tudo outra vez a partir do zero, tantos que me deram vontade de chorar, de deixar estar.
Não é que as coisas me fizessem falta, mas não podia condenar o meu antigo senhorio a livrar-se de tudo o que eu já não tinha forças para levar.
Se há coisa que as mudanças nos mostram é que vivemos com muito mais do que aquilo de que precisamos. E nem sequer estou a falar do lixo (talões de tudo e mais alguma coisa ou meias sem par, por exemplo), de coisas avariadas ou que deixamos de usar. Uma mudança, muito cansaço, camas desmontadas a ocupar um quarto inteiro e dormir no chão porque não se consegue dar mais um passo (e uma criança de sete anos que precisa mesmo de descansar, por mais que ache que não) mostram-nos facilmente que não é assim tão difícil sair da nossa zona de conforto. E que temos bem mais do que é realmente necessário, apesar de ser mesmo muito bom voltar a colocar tudo no sítio e sentir que a casa tem a nossa alma outra vez. Esta talvez seja a parte melhor - perceber que nem sequer me sinto em casa numa casa muito arrumadinha, sem a vida dos bocadinhos da minha (da nossa) história, relatados por cada livro, estante ou objeto de decoração, por mais antiguinho que seja.
Mudanças (com caixotes e tudo)
Parece que vou mudar de casa. Outra vez. Quando lia sobre as mudanças dela, achava um exagero, uma mudança dá tanto trabalho, como é que ela conseguia, com tantos miúdos e tudo, andar sempre a encaixotar e desencaixotar. Agora, já não sei qual das duas se terá mudado mais vezes (a grande diferença, um nadinha deprimente para mim, é que ela entretanto se mudou para Timor e eu ando há 16 anos a arrastar móveis na mesma meia dúzia de quilómetros).
Já foram muitas, mas acho que ainda consigo fazer as contas: desde que vivo no Porto, já morei em quatro casas. A última mudança foi em 2010, a primeira em 1999, a segunda já não me lembro, a terceira foi em 2006. Agora 2016.
Para quem se muda para perto, o pior de mudar são as mudanças propriamente ditas: enfiar tudo em caixotes, desencaixotar tudo (ou não - já encontrei várias caixas vindas da casa anterior que nunca foram abertas) e tentar arrumar melhor do que estava com a certeza de que, passados uns meses, estará tudo mais ou menos caótico outra vez.
O pior das mudanças é a seleção: olhar para a caixa de recordações e pensar se vale a pena guardá-la para voltar a arrumá-la no cantinho de um armário onde não consigo chegar sem subir a um escadote e arrastar tudo o que está a tapá-la. As memórias valem assim tanto? Confesso que acho que sim, mesmo que seja para só viajar no tempo muito de vez em quando (no meu caso tem sido sempre que tenho que encaixotar tudo outra vez).
O pior das mudanças é depararmo-nos com a quantidade de coisas inúteis que fomos acumulando, ou porque fizemos uma compra errada, porque nos presentearam com uma série de inutilidades ou porque fomos guardando coisas que se estragaram, que não servem para nada, que não usamos mas das quais não conseguimos livrar-nos.
O melhor das mudanças é ter de optar e saber (sobretudo se já tivemos muitas casas) que não vamos precisar das coisas que ficarem para trás.
O pior das mudanças é depararmo-nos com a quantidade de coisas inúteis que fomos acumulando, ou porque fizemos uma compra errada, porque nos presentearam com uma série de inutilidades ou porque fomos guardando coisas que se estragaram, que não servem para nada, que não usamos mas das quais não conseguimos livrar-nos.
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No tempo em que tinha tempo, estar sozinha era só solidão
Seis anos de filho (quase sete) e sempre uma sensação de que preciso de mais tempo para mim, para estar sozinha, para não fazer nada, apenas esticar-me no sofá como se não houvesse amanhã, deixar-me dormir o tempo que for, ver séries e filmes, tudo sem pausas, sem interrupções, sem preocupações, sem planos.
É sempre o mesmo ai, que já são horas de o ir buscar à escola, ai que tenho de ir ao supermercado na pausa do almoço para depois não ter de o levar e atrasar toda a rotina do acaba os trabalhos de casa. Toma banho, "preciso de ajuda neste crucigrama", veste-te enquanto começo o jantar, "ajudas-me a pintar este desenho?", anda lá, despacha-te, apanho roupa, estendo roupa, "podemos pintar estas caixas com tintas?", agora não, vamos sujar tudo, quando tivermos tempo, eu sei que nunca temos tempo, olho outra vez para o jantar, "quantos são 345 mais 229?", sei lá, este rapaz lembra-se de casa conta, ponho a mesa, "posso ver bonecos?", não, desliga isso.
Levanto a mesa, lavo a loiça, meto mais roupa na máquina, dobro mais roupa, olho para o monte de roupa que tem de ser passado a ferro e viro a cara para ver se a imagem desaparece, numa mistura de desgosto, não quero saber e irritação profunda, no fundo à espera que aquela roupa saia dali para os armários por artes mágicas. Vai lavar os dentes, "porquê?", porque tens de lavar os dentes, anda para a cama, "só mais cinco minutos", deita-te, "quero ir para a tua cama", mas está tanto calor, "mas eu assim não consigo dormir". Pois, e assim quem não vai conseguir dormir sou eu, vais passar a noite a dar-me pontapés, a trepar por cima de mim, a dar-me bofetadas, ao menos adormeço melhor, gosto de ter ali.
Quero sempre todo o tempo livre, para não fazer nada, desde há muito eleito o meu hobby favorito ou para fazer tudo: ir ao cabeleireiro, entrar em lojas para experimentar tudo e não comprar nada, arrumar os livros da escola, arrumar-lhe o quarto, arrumar o meu quarto, arrumar a casa, limpar tudo, deixar tudo em ordem, talvez ler um livro, essencialmente esticar-me no sofá sem me preocupar com nada.
E, de repente, o paraíso está à minha frente e percebo que não é nada disso que quero. Filho e pai de férias fora, eu a trabalhar, chego a casa com todo o tempo do mundo para mim e bloqueio, não faço nada nem consigo ficar sem fazer nada. Sinto saudades, volto ao tempo em que vivia sozinha, sem filho ou marido, e percebo que nunca foi isso que quis.
Nunca tive bem consciência disso, ou já não pensava nisso há muito tempo, mas estar sozinha não é o meu género. Estar sozinha fazia-me sentir sozinha, não me fazia sentir confortável por ter o meu canto, o meu mundo, o meu tempo.
Talvez agora apenas precise de que o dia tenha mais umas horas, ou que pelo menos uma hora do dia, talvez um bocadinho mais, seja só minha. Mas isso é nos dias em que tenho de fazer tudo - ir ao supermercado, arrumar as compras, pensar no jantar, no almoço do dia seguinte, no lanche do miúdo, nos recados da escola e na roupa de todos enquanto tento passar por cima do cotão espalhado pela casa, até que me dá um ataque de fúria e começo a limpar tudo.
Afinal não preciso de tanto quanto pensava. E não é só uma questão maternal. Tenho saudades do meu filho, claro, muitas, mas não é a primeira vez que ele fica fora de casa. Já por mais de uma vez estive sem ele durante quase um mês e não me senti assim. Tinha sempre outra pessoa em casa e aproveitava cada segundo sem companhia como se fosse o meu maior luxo. E era - o meu momento de nada fazer, de me deixar levar sem pensar, de apenas ficar comigo, no meu canto, a recuperar o tempo perdido.
Pensava que precisava de mais para mim. Mas não. Tenho consciência de ser a que só está bem onde não está, mas isto é mais do que isso: é perceber que, no tempo em que tinha tempo, estar sozinha era só solidão.
O mistério das roupas desaparecidas
Primeiro, desapareceram os únicos Crocs verdadeiros que comprei ao miúdo, no ano passado. Arranjei-lhos num outlet mas, ainda assim, o preço pareceu-me exagerado por umas coisas de plástico que, estando em causa uma criança, nem sequer se poderia sonhar que durariam uma vida inteira.
Ao ritmo que os pés dele crescem e que o calçado se estraga, entre corridas e chutos na bola, o que quer que se lhe compre para os pés tem sorte em durar uma temporada. Duas é o máximo, se for uma coisa comprada já em fim de estação, grande o suficiente para se aguentar na seguinte, mas sem que lhe saia dos pés (é para usar no imediato, mas só um bocadinho, nada de usos intensivos que os deixem rotos ou sem solas).
Os sapatos do meu filho até podem durar duas temporadas, mas é preciso isto tudo. Ou que eu não os perca. Ele nem é muito dado a isso, mas até admito que possa perder casacos, chapéus ou lápis. O que traz nos pés, tendo em conta que já tem seis anos, parece-me mais complicado. Já eu posso perdê-los. Ou, dito de forma mais simpática, não saber onde os guardei.
Andei pelo menos um mês à procura dos ditos Crocs, estavam em tão boas condições, se ainda lhe servissem seria uma maravilha, mas para saber tinha de os encontrar. Até já tinha desistido de procurar, a sorte foi que não me cruzei com outros (desta vez já não fui em busca dos verdadeiros).
Os primeiros Crocs verdadeiros que lhe comprei e iam ficar por usar, novinhos em folha, porque eu, fama de arrumadinha mas cabecinha de alho chocho, não sabia onde os tinha enfiado. Seria capaz de garantir que já tinha procurado onde os encontrei (no sítio onde está guardado o restante calçado, primeiro sítio onde qualquer alma, até a mais distraída, iria procurar). A verdade é que não posso: quem é cabeça no ar não se pode dar ao luxo de fazer estas juras.
O certo é que lá estavam eles, e servem-lhe, e tudo se resolveu antes de desperdiçar dinheiro nuns substitutos.
Acontece que anda sempre qualquer coisa desaparecida lá em casa. Tenho não sei quantas meias sumidas que deixam outras tantas órfãs e gavetas cheias de tralha que para nada serve enquanto não se encontrar a outra metade. Volta e meia também me desaparecem outras peças de roupa, que mais tarde venho a localizar no fundo do cesto da roupa para passar a ferro - raras vezes o consigo esvaziar, há sempre roupa para acrescentar e muito pouca paciência para a engomar.
Agora foram as leggings. Tenho várias, quase todas pretas, para usar com os vestidos mais curtos quando não está assim tanto calor. Não sei de nenhumas. Devem ter ficado algures entre a roupa de inverno que fui pondo de lado e a de primavera/verão que fui colocando a uso. Resta saber em que caixote as deixei, se no do inverno, se no do verão. Ou se já as arrumei noutro sítio espetacular para não repetir esta saga anual e não me lembro onde foi. Seja como for, não me apetece procurar. Nem voltar a arrumar.
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A vencedora do passatempo Flash Limpezas é...
A vencedora do passatempo Flash Limpezas é a Ana Lúcia, autora do quarto comentário no post da Divine Shape no Facebook. PARABÉNS. Agora só tens de entrar em contacto com a Flash Limpezas e combinar com eles quando queres que te limpem a casa à borla.
A escolha da vencedora do passatempo organizado em conjunto com a Flash Limpezas foi feita por sorteio, no random.org, tendo sido considerado o primeiro comentário aquele que aparece em primeiro lugar. Obrigada a todas por participarem
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As cassetes também dão luz
O projeto é um tributo às cassetes áudio e conjuga essa vertente de nostalgia com a preocupação ambiental. Com milhares de cassetes atiradas ao lixo todos os dias, o Cassette is not Dead quer salvá-las ao mesmo tempo que salva o ambiente. Para isso, produz uma série de objetos com cassetes usadas, dando-lhes uma nova vida e significado.
O utensílio que nos deu música sobretudo nos anos 80 do século XX e se transformou no símbolo de uma geração foi assim transformado em candeeiro. As peças são criadas apenas atando firmemente as cassetes e cada uma delas é única, exclusiva e feita à mão.
Estes candeeiros são mesmo de papel
O design é holandês e o resultado absolutamente fantástico. Não sei quanto tempo se manterão em bom estado estes candeeiros de origami feitos à mão em produções limitadas do estúdio Snowpuppe. Mas são todos tão lindos e amorosos e ficavam tão bem lá em casa que todos dão vontade de dizer "tanto faz". O pó não costuma ser muito amigo do papel, e este não é nada fácil de limpar, mas quem se importa com isso quando os candeeiros são assim tão fofos?
Fundada em 2010, a empresa está presente no Etsy e na loja online. Como se não bastasse fazerem à mão originais candeeiros com papel, os criadores da Snowpuppe fazem-nos a partir de uma única folha de papel.
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