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Espartilhos? Não, obrigada

Foi preciso ter chegado aos 37 anos e emagrecer uns 20 quilos relativamente ao que quase sempre pesei para comprar uma cinta. Daquelas que nem sabia que existiam: superprofissionais, com push-up no rabo, aperto na barriga, definição da cintura até ao limite do sutiã e licra nas pernas para elas não roçarem e magoarem por causa do suor nos dias de muito calor (ou para as definir, no caso de ser preciso). 

No meu caso procurava especificamente o push-up para o rabo, porque cismei que ficava mais elegante, mas de todos os modelos existentes, esta, a mais completa, foi a única que pareceu resultar.

Tudo isto pela perspetiva de participar naquele que pode ser o último casamento de toda uma geração, seja ela familiar ou amiga. 

Nunca casei, pelo menos não durante o dia, sem ser num vestido preto e num bar ao som das minhas músicas favoritas, com os meus melhores amigos e um bolo de chocolate maravilhoso. 

Nunca casei como casam as princesas e, mesmo que racionalmente não queira fazê-lo, há em mim um pequeno lado de vaidade no desejo de, pelo menos durante uma hora, estar mais do que perfeita no casamento que pode ser o último de uma geração (os outros, se os houver, já serão os dos meus filhos, dos filhos dos meus amigos e dos meus primos em segundo grau, acho eu).

Não comprei sapatos novos, vou levar uns que levei a um casamento há sete anos, mas comprei uma porcaria duma cinta mais cara do que uns sapatos, porque meti na cabeça que precisava daquilo. A menina da loja disse-me que não, mas eu sou teimosa. 

Ou fui - até concluir, hoje, que aquilo me faz muito calor e que prefiro o meu rabo ao natural do que andar um dia inteiro enfiada num mini-fato de licra. 

Nem é que aperte muito, mas não é natural, fico cheia de calor e a sentir-me num colete de forças. Para espartilhos, já bastou a luta que foi para as mulheres deixarem de os usar. 

Acresce que não vislumbro garantias de aquilo se manter preso no sutiã até ao fim do dia, pelo que o risco é, volta e meia, ter um pedaço de tecido caído na zona da barriga e andar de cinco em cinco minutos na casa de banho a puxá-lo para cima.

Percebi, entretanto, que sempre que precisar ir à casa de banho, terei de me despir praticamente toda - puxar o vestido todo para cima, despir a cinta toda para baixo, voltar a puxar a cinta para cima, ajeitar o vestido para baixo. 

O que raio me foi dar na cabeça para querer, e comprar, uma coisa daquelas? O próprio facto de existir uma cinta daquelas no tamanho S devia ter servido de sinal para alguma coisa. Não foi, mas serviu de emenda. 

Oito crises habituais (só para falar de roupa, cabelo e estética)

São tão frequentes que começo a não lhes dar importância. Mas a tentação está sempre lá. Pode ser que seja só uma questão de controlo e um dia passa. Estas são as minhas crises habituais:

1. Não sei o que hei-de fazer ao cabelo (fase atual e a mais recorrente)

2. Talvez o melhor seja cortar o cabelo bem curto, fica sempre bem. Sim? Não? E o esforço que tive para o deixar crescer (como se alguma vez nas duas últimas décadas tivesse ficado verdadeiramente grande...)

3. Não sei o que hei-de calçar (de tão simples, o problema é complicado: tenho toneladas de calçado, mas calço quase sempre os mesmo pares, que por norma são de modelos similares e, a dada altura, canso-me. A outra questão é o tempo: mas será que chove? Muito ou pouco?)

4. Não sei o que hei-de vestir amanhã. Nem depois. Nem depois. (sim, as possíveis combinações e a metereologia dos dias seguintes condicionam o que escolho vestir no dia seguinte, quando escolho o que, por norma, altero na manhã seguinte - a não ser que tenha de me levantar mesmo muito cedo).

5. Nenhuma das t-shirts/camisolas/blusas giras e diferentes de verão me serve

6. As marcas agora não fabricam camisolas de meia estação? Com mangas que não sejam até meio dos braços?

7. Porque é que não consigo pintar as unhas de outra cor para além do vermelho e do rosa avermelhado? Podia variar, às vezes experimento, mas nunca dura muito tempo. O vermelho e o quase vermelho acabam por ter o maior número de combinações (admito que possa ser mania).

8. Para que tenho aqui estes cremes e esta maquilhagem se quase nunca tenho paciência para os usar?


Efeito gel com top coat ou verniz 'normal' - yes, we can



Desisti do verniz gel. O aspeto é excelente, há cores que são o máximo, dura mais tempo mas não o suficiente para justificar o preço. Para além disso, quando começa a lascar é um tormento para o tirar - e eu sou picuinhas, quando deixa de estar perfeito (ou muito perto disso) prefiro não ter nada nas unhas. A questão é que, depois de experimentar o verniz gel, pintar as unhas com verniz normal, mesmo com um top coat, não é a mesma coisa. Não ficam tão bonitas, tão brilhantes, o verniz não dura nada, retocar não vale a pena. 

No meu caso, se o top coat não secar mesmo muito rápido, não resulta: demasiado tempo de secagem significa unhas estragadas na certa. Até posso não estar a fazer nada de especial, posso até estar só à espera que as unhas sequem, com todos os cuidados do mundo, mas é rara a vez em que não toco sem querer em qualquer coisa e, pronto, lá se foi o verniz, lá se foi o trabalho todo.

Há uns meses entrei numa loja especializada e comprei um top coat de secagem rápida que me venderam como o melhor e mais rápido do mercado. As unhas ficavam realmente bonitas, o tempo de secagem era realmente rápido, mas o verniz lascava um ou dois dias depois, aquilo gastou-se num instante, começou a ficar espesso, começou a demorar mais a secar, voltei ao problema inicial.

Até que tentei novamente a minha sorte e descobri a quinta maravilha do mundo. O "good to go" da Essie. Estava em promoção e era uns três euros mais barato do que o anterior. Disseram-me que também era muito bom e que, nestas coisas dos vernizes e dos top coats, cada pessoa tem de encontrar aquilo que mais se adapta a si. 

No início, o "good to go" repuxava um bocadinho o verniz e deixava a ponta das minhas unhas ligeiramente à mostra. Com o tempo, aperfeiçoei a aplicação e esse efeito desapareceu (não me perguntem se a questão técnica residia na aplicação do verniz se na aplicação do top coat, talvez nas duas, a verdade é que nunca mais aconteceu). O resultado são unhas impecáveis durante pelo menos uma semana (lá está, eu sou muito picuinhas). Aos meus olhos o efeito é o do verniz gel. Se estragar um bocadinho pode-se retocar, mais uma camada de verniz, mais uma de "good to go", fica irrepreensível outra vez. 

Na  minha opinião, a maior vantagem deste top coat é que seca realmente muito rápido, ainda mais rápido do que o outro. Cinco minutos, talvez. Menos de meia hora, seguramente. Uns dez minutos depois de o aplicar posso ir dormir com a certeza de que, de manhã, o verniz não vai estar todo amassado, vai estar perfeito. 

Descobri, entretanto, informações sobre o novo "gel finish" da Avon. Aspeto final de verniz gel com base, acabamento e cor no mesmo produto. É todo um novo potencial. Só não sei quanto tempo demora a secar. Se for tão rápido como o "good to go", serei uma futura fã, com toda a certeza. (se o experimentar darei notícias)

Brancas, sonhos, ambições e outras crises

Estou com uma crise, não sei se é de meia idade, acho que aos 36 não existem crises de meia idade, mas estou, sem dúvida, com uma crise qualquer. Tenho muitos e variados pensamentos ao mesmo tempo, sobre muitas coisas ao mesmo tempo, a vida, a carreira, a ambição, os sonhos, a profissão, nem sequer sei bem em que estou a pensar. Estou cansada de fazer todos os dias a mesma coisa, talvez seja só do tempo, agora vem o sol e fica tudo melhor, será? O meu cabelo está nojento, quer dizer, hoje até não está mal, ontem empastelei-o com um produto hidratante que encontrei perdido no armário, estava de fugir, acordou todo no ar, amanhã depois da hidroginástica vai ficar pior. Tenho brancas espalhadas por todo o lado, podia pintá-lo, mas não sei se quero. Também está curto, o cabelo, de maneira que cortá-lo mais é uma hipótese arriscada. Que indecisões estúpidas, miúda! Se não gostas das brancas pinta, pronto, assunto arrumado. Vais deixá-lo crescer? Se não vais dá-lhe um corte de jeito, que diferença faz cortar se nunca vais ter paciência para o deixar crescer? 

Ainda assim hesito, as brancas afligem-me, se estiver sempre a cortar fica sempre na mesma, vejo-me ao espelho e não sei bem quem sou, não é pela estética, é que tinha tantos sonhos e... a sério que vais falar de coisas sérias? A vida perdeu-mos, aos sonhos, acho que foi isso, não consigo encontrar expressão melhor. Queria ser tantas coisas e parece que estou sempre a fazer o mesmo, a comer o mesmo, a repetir todos os gestos, todas as rotinas, todos os dias. E ao mesmo tempo tenho muito mais do que podia alguma vez alcançar, nunca se consegue dar a dimensão certa ao que é um ter um filho, se não se faz ideia do que custam as noites sem dormir, as papinhas, as sopinhas, as fraldas, as cólicas, as birras, muito menos se imagina este amor maior.

Ontem ou há uns dias, já não sei bem, estava assim, irritada comigo, com o cabelo, com as brancas, com a passagem do tempo, até com saldos de 50% que deixam peças de roupa a custar mais de 50 euros (bolas, o raio da roupa encareceu mesmo). Entretanto, tentando melhorar as minhas maleitas, decidi que era melhor levar amaciador do cabelo para usar no banho pós-hidroginástica, antes o peso na mochila que o cabelo feito palha. Caiu-se-me o raio da embalagem não sei quantas vezes durante o duche (estava mesmo no fim), até que descobri: usei uma embalagem inteira de champô a pensar que era amaciador. Ri-me, que patetice, será da velhice? E, com isto, tão simples, só porque me fez rir, acho que me passou tudo, o Porto fica tão lindo com sol, sou a mulher-maravilha outra vez. Não te digas sem ambição, sem sonhos, se os consegues concretizar é outra coisa, mas pior do que não conseguir é nem os ter. 

Há quem não queira perder peso ou tonificar o corpo, sabem?!

Estou há horas a tentar encontrar um ginásio onde possa fazer exercício físico que melhore e fortaleça os músculos que suportam as minhas costas. A nova série de fisioterapia resulta e não resulta, não sei, sei que hoje estou cheia de dores e que não posso fazer fisioterapia para sempre e que estou mesmo muito farta de andar com estas dores. Pilates era a modalidade preferencial, hidroterapia também podia ser, ou yoga, até tai chi. A única limitação é o horário, que tinha de ser de manhã bem cedo. Não há. Só a partir das 9h30. E depois às 12h30, mais coisa menos coisa. E depois à noite. Procuro nos ginásios mais conceituados, os preços são proibitivos para quem não tem disponibilidade para os horários off-peak, que é o mesmo que dizer para quem não tem horários de trabalho ditos normais. Eu não tenho, por vezes entro mais cedo, outras vezes saio mais tarde, mas não posso sair do trabalho a meio da manhã ou entrar às 11h. Procuro outros ginásios e tudo o que encontro é mais do mesmo: "quer perder peso?", quer "tonificar o seu corpo", "aulas divertidas e entusiasmantes, cheias de energia". 

Não, eu não quero perder peso, se me tonificar tudo bem mas não é esse o objetivo, isto não é nenhuma resolução de ano novo, estou é cheia de dores e farta de estar com dores. Só quero fazer alguma coisa orientada por alguém que saiba, não vá desarranjar ainda mais as costas. Só. Parece coisa pouca. Mas o pouco é difícil de encontrar nestes tempos. Queres pouco: vai correr ou andar a pé. Se queres mais, sujeita-te. Era tão simples, e no entanto não é. O assistente agora não pode atender, liga-lhe daqui a cinco minutos (até agora nada). Agora temos uma promoção, paga tudo, mas metade transforma-se em dinheiro no cartão do supermercado, e assim fica obrigada a fazer as compras onde nós queremos que as faça e a fazer o exercício que queremos às horas que permitimos que faça.  

A minha dúvida neste momento é: só há pessoas que querem isto tudo e é por isso que os ginásios estão organizados assim, ou as pessoas só querem isso porque os ginásios não oferecem (leia-se vendem/promovem) outra coisa? Quem quer praticar Pilates tem obrigatoriamente de não trabalhar ou ter horários absolutamente flexíveis? 

Gulosa em recuperação

Não gosto de rabanadas, não gosto de bolo-rei, de frutos secos, de filhós, de bolinhos de abóbora, aletria provo a da minha avó só porque é Natal, leite creme também, nem sei se é típico da época mas ela costuma fazer e pode fazê-lo em qualquer altura do ano que é sempre delicioso. Os doces de Natal não são, definitivamente a minha onda e ainda assim lembro-me perfeitamente de Natais em que comi de tudo, só porque sim, porque é Natal, porque a mesa está posta e está sempre toda a gente a petiscar, tanto que quase se fica mal disposta e, passado o mal-estar, se sente necessidade de comer mais alguma coisinha outra vez, e depois à noite os bombons, que no a dada altura cheguei a ter verdadeiros bombardeamentos de chocolates. 

Não sei bem o que mudou em mim. Acho que deixei de comer por comer, só porque sim. Porque nem sequer me sabia bem. Se vou dar baldas e encher-me de calorias, então que seja por algo que verdadeiramente me faça feliz, e isso passa por charlotes de chocolate e sobremesas que envolvam leite condensado e natas. A verdadeira viragem terá acontecido no primeiro Natal do meu filho, que então tinha pouco mais de um mês e chorava tanto que mal consegui engolir o bacalhau. Nos Natais que se seguiram ele precisava de atenção e eu precisava de dormir. Quando dei por ela tinha perdido a vontade. De me encher de comida só porque sim. Para depois voltar a encher-me de mais comida por estar cheia de culpa. É uma parvoíce que só entende quem já por ela passou. Não faz sentido, mas é assim. Não é só no Natal, mas tendo em conta a tradição da família à volta da mesa e de todas as doçuras que envolvem a época, este é um período crítico. E não estou a criticar ninguém, apenas a desabafar.

A mim, a gula passou-me. Mas, mesmo quando me vejo ao espelho bem mais magra, mesmo quando, sem qualquer sacrifício, não como determinados doces simplesmente porque me apetece, mesmo que tenha roupa que me fica a nadar, mesmo que agora os cintos giros das lojas não me sirvam porque são demasiado grandes, não consigo achar que estou magra, ou que o problema desapareceu. Sou uma gorda em recuperação, talvez para o resto da vida. E o problema, atenção, não foi ter estado mais gorda, foi o que isso me fez sofrer. 

Profissional doméstica mas com verniz gel

Há nuances, claro, mas no essencial é sempre igual. O despertador toca, eu aninho-me à espera do próximo toque, arrasto-me para fora da cama, pego na roupa que escolhi de véspera, enfio a roupa, tomo o pequeno-almoço, o café e o cigarro são o único luxo (vício) de que não dispenso, muitas vezes estendo a roupa lavada de véspera, à noite, para poupar uns trocos, saio de casa a correr, ou para a fisioterapia (comecei esta semana, às 8h) ou para levar o miúdo à escola. Muitas vezes aproveito o tempo que me "sobra" antes de entrar no trabalho para ir à mercearia, à peixaria, à frutaria, ou ao supermercado. Nunca levo tudo o que falta, é tudo a correr, enfia tudo na mala carrancuda porque sei que vou ter de carregar tudo para casa ao fim da tarde, juntamente com a carteira, as mochilas, a bata, o guarda-chuva. E fica sempre a faltar alguma coisa, pode ser que amanhã dê para lá voltar, que raio de vida. Quando chego ao trabalho já venho com pelo menos duas horas de "trabalho" em cima, mas isso que importa, isso não é nada, o trabalho é que é trabalho, o resto são trocos, ninguém quer saber disso. Mas os trocos repetem-se à tarde, saio do trabalho e vou buscar o miúdo à escola para o levar a casa e isso implica dar duas voltas completas à rotunda da Boavista, no Porto. Quem conhece a rotunda sabe que dar duas voltas àquilo ao fim da tarde devia ser garantia de um lugar no céu. Chego a casa e é preciso alimentar a criança, que vem cheia de fome e pede os alimentos às pinguinhas, agora isto, agora aquilo, não podes comer mais que está quase na hora de jantar, vira e revira o jantar, põe roupa na máquina, tira roupa da máquina, põe e tira do estendal, passa a ferro se houver tempo para isso, às vezes vai só dobrado, sem ferro, que é mais rápido, de volta à comida outra vez, ponho a mesa, chamo o miúdo, já vou, não quero, afinal quero, perguntam-me como emagreço, eu digo que não faço nada, a verdade é que quando me sento à mesa já não tenho vontade de comer, as calças que comprei no verão já me estão largas, levanta a mesa, lava a loiça ou mete na máquina, entretanto foi preciso arrumar a que lá estava, limpa tudo, brinca, deita, dorme tu que agora vou eu que já não aguento mais. Li hoje uma investigadora a desvalorizar essa coisa de facilitar a vida às mães trabalhadoras, não tenho agora aqui o jornal para o citar, mas há vidas e vidas, cara senhora, e esta vida que aqui descrevo nem será das piores, eu sou só uma péssima mãe trabalhadora que tem a ousadia de se queixar, não, não tenho empregada, nem bimby, mas não lavo a roupa à mão e até tenho máquina de a secar, não, não gosto de cozinhar nem de fazer tudo sozinha, mas há vidas que têm de ser assim porque sim. Folgas? Tenho, como toda a gente, normalmente aproveito para fazer em casa o que não tive tempo de fazer durante a semana e, lamento, isso não é descanso. Não, nem sequer estou a dramatizar, porque até podia entrar pelo discurso de "se isto não é ser uma super mulher não sei o que é". Mas não, hoje esta conversa toda é só para dizer que vou estar a trabalhar no fim-de-semana e que, por isso, que se lixe hoje o jantar, a roupa, a louça, quando sair do trabalho vou pintar as unhas com verniz gel.

The perfect hair (?)


Esta fotografia vinda daqui, que encontrei no Pinterest da Joana Caetano, parece perfeito para uma rapariga com caracóis (eu) que anda há meses a tentar fazer de conta que não os tem e está a começar a ficar um bocado farta de esticar a franja como se não houvesse amanhã sem obter o resultado pretendido. Estou a tentar não cortar e para não cortar socorri-me da franja para a frente, bem alisadinha, mas o look que prefiro é apertado atrás. Deixar crescer o cabelo só para o conseguir apanhar não faz muito sentido, pois não? E este look é mesmo giro, não é? 

Long hair - hot or not?

Isto de querer deixar crescer o cabelo tem o que se lhe diga. Sobretudo quando temos a convicção de que o cabelo curto é o que melhor nos assenta, o que mais nos espelha, o que destaca uma nuca e pescoços apetecíveis (não tenho culpa, é o que todos os cabeleireiros, homens ou mulheres, me dizem sempre que me cortam o cabelo curtinho) e o que dá muito menos trabalho. 

Mas agora cheguei a um ponto mesmo difícil: há uns 14 anos que não tinha o cabelo tão comprido, com exceção da franja (está pelos ombros e é encaracolado, por isso nem se nota bem, mas é verdade que desde que o tinha mesmo muito comprido e cortei curtinho, nunca mais quis outra coisa). Está numa daquelas fases estupidas em que, por mais que faça, nunca fica penteado como quero. 

Sei que daqui por um mês estará muito melhor, mas quando me olho ao espelho e me vejo despenteada só me apetece ir a correr cortá-lo, dá muito menos trabalho, não preciso de secador, é só lavar e andar, nada de amaciadores e de máscaras... E depois dou a volta: há imenso tempo que não o conseguia deixar crescer, se já cheguei até aqui é melhor continuar, pelo menos mudo o look por uns tempos, depois quando me fartar volto a cortar, mas será que já não estou farta, estou a fazer este esforço todo para quê? Só para ter maior impacto quando acabar por cortá-lo? 

A reflexão é em círculo e não me tira do sítio, é fútil e um bocado parva, mas é nisto que estou desde o início da semana, com particular intensidade desde quarta ou quinta-feira, quando percebi que, estando vento, a franja que devia estar esticadinha para a frente fica feita num oito e, quanto ao resto do cabelo nem quero falar. E na verdade não me interessa mesmo nada aquilo que pergunto no título, porque como se comprova pelos últimos 14 ou 15 anos da minha existência, andei sempre na minha no que toca aos cabelos.

Gordura é formosura?


Há um debate interessante sobre esta matéria a acontecer aqui e aqui. A iniciativa, como sempre, da Mãe que Capotou: "Por mim, não vou esperar mais, vou dar um chuto a este preconceito que me diz que apenas se for magra vou ser bonita, a este preconceito que nem eu sabia que tinha. Mas que vou fazer por deixar de ter. Porque esta não é a minha cultura e porque me quero sentir bem na minha pele, tal como ela é, a envolver todo este corpo que é o meu. Posso dizer alto e a bom som que com os outros, posso eu bem - é verdade. Mas com o que no passado me deixei incutir, é mais complicado.
Hoje, a Barbie vai desaparecer daqui para fora. E a mousse de chocolate, idem, mas daqui para dentro. Sem complexos, nem dietas, vou encher este post de fotos inspiradoras de corpos de mulheres. Para mim, por mim e para mais quem quiser"


Logo que tenha tempo falarei sobre o tema. 

WHAT' S IN YOUR CLOSET #8 Marlene Vinha (prettyexquisite.com)


 http://oestilistabracarense.blogspot.pt/


Ela não escolhe a roupa. A roupa é que a escolhe a ela. Estranho? Não, trata-se de olhar para uma peça e nunca mais conseguir deixar de pensar nela. É sinal de que tem de ser nossa. É assim que funcionam as coisas para Marlene Vinha, uma das duas mentoras do projeto Pretty Exquisite Image Consulting. A responsável pelas vertentes de maquilhagem e manicure do espaço de consultadoria de imagem do Porto não dispensa cremes, maquilhagem, manicure, tratar do cabelo. E se não tiver tempo para fazer tudo em casa, maquilha-se pelo caminho, se for caso disso.

Gosta do estilo girly e os vestidos são as peças que tem em maior número no armário, mas Marlene Vinha também gosta de ousar, acrescentando ao look um par de sapatilhas ou peças desportivas. Armários, não tem só um - tem vários. O que aparece na imagem é o que se pode mostrar, diz ela, porque os outros estão com tendência para o caótico. 

A menina doce que me convenceu que a maquilhagem é uma coisa simples com um simples vídeo no P3 e que me guiou nas primeiras incursões pelo universo dos vernizes coloridos (coisa que se transformou num vício, diga-se)  prepara a roupa que vai vestir na véspera, à noite, mas isso não impediu que já tenha saído de casa com nódoas da roupa ou com peças rotas (o que não admira porque a Marlene tem tanto amor para dar à roupa e gosta tanto de tudo o que tem, que não se consegue separar de nada).


1. Qual é o primeiro momento do dia em que pensas na roupa que vais vestir?
Geralmente, na véspera. Ou seja, à noite preparo sempre a roupa que vou vestir ao outro dia.

2. Preocupas-te com isso ou vestes a primeira coisa que te aparecer à frente?
Preocupo-me, quase sempre, com exceção de quando fico por casa ao fim-de-semana, por exemplo.

3. Qual a tua principal preocupação estética antes de sair de casa? 
Ter a certeza que não me esqueci de nada importante, e maquilho-me no caminho se for preciso.

4. Preocupas-te em aplicar cremes, maquilhar-te, pintar as unhas, arranjar o cabelo, etc?
Sempre que tenho tempo faço tudo. Se não, dou importância pela seguinte ordem decrescente: cremes, cabelo, maquilhagem, manicure.

5. Qual é o teu estilo?
Eclético. Gosto muito do estilo girly, mas não resisto a alguns elementos dissonantes, como um par de sapatilhas ou peças desportivas.

6. Como é o teu armário? Cheio, arrumado, desarrumado, caótico?
Tem dias, mas geralmente divaga entre esses estados todos. E não tenho só um, mas vários armários onde arrumo as coisas... Hoje só mostro um, porque os outros estão a tender para o último estado.

7. Quais as peças/artigos que tens em maior número? 
Vestidos

8. Como é que escolhes/compras a tua roupa?
Ela é que me escolhe a mim! Quando bato o olho em alguma coisa e não consigo esquecê-la, é sinal de que tem que ser minha!

9. Encomendas roupa online?
Sim.

10. Qual a tua loja preferida?
Asos.

11. Qual a tua peça de roupa preferida? - neste momento e de toda a tua vida (algum artigo que tenhas amado perdidamente e que morreu de velho)
Não tenho nenhuma em específico. Tenho muito amor para dar e gosto de muitas coisas que tenho, sejam algumas aquisições recentes e outras, com décadas, e das quais não me consigo separar.

12. Qual a pessoa (conhecida ou não) cujo visual "invejas"? Gostavas de ser como quem?
Não é invejar, mas admiro o estilo da Zooey Deschanel, incluindo cabelo (desse sim, tenho inveja) e maquilhagem.

13. Já houve alguma altura da tua vida em que querias vestir-te como alguém? Quem?
Não, mas lembro-me de ser miúda e desejar ser mais crescida para poder usar tecidos mais adultos, como sedas e veludos!

14. Alguma vez saíste de casa sem sapatos, com uma meia de cada cor, com a camisola do avesso ou outro episódio semelhante? Qual?
Já saí com uma meia de cada cor...várias vezes. Principalmente quando são pretas e azul marinho! Também já vesti uma camisola do avesso e rota sem dar conta, ou com nódoas...  e  só reparei já na rua.

(A fotografia de Marlene Vinha é da autoria de João Mota http://oestilistabracarense.blogspot.pt/)

OUT OF MY LIFE: Wishlist (and some considerations and contradictions about my hate for Christmas)




RED LIPSTICK forums.thefashionspot.com via Sílvia on Pinterest

RED NAIL POLISH - Pretty Exquisite Image Consulting

 
Sim, este blog é mesmo o que parece, pouco ou nada de sugestões de prendas de Natal. A whislist surge apenas hoje, propositadamente, já sem tempo de chegar a qualquer Pai Natal. Dizem que o Natal é quando um homem quiser e por isso irrita-me o espírito dominante que diz que nesta altura devemos ser mais generosos, bondosos, caridosos, condescendentes, simpáticos e tudo mais o que de bom a raça humana tem para dar. Quem quer ser assim, deve sê-lo sempre. Não apenas quando se diz que é Natal. Depois irritam-me as luzinhas, os brilhinhos, o apelo ao consumo, as promoções para convencer as pessoas que estão a gastar menos sem perceberem que estão a gastar mais, a fúria das compras, as pessoas com toneladas de sacos, a balança dos que podem comprar muito como sempre compraram e dos que (já) não podem dar e/ou receber prendas. Não é só porque, de repente, passei para o lado dos que não podem gastar no que é supérfluo. 

É que, para mim, o Natal nem é uma época do ano nem quando um homem quiser. É um estado de alma. E o meu, este ano, não está para isto. Parece-me tudo demasiado hipócrita. Até a ideia de convívio familiar uu de festa temática já teve melhores dias. Não me apetece champanhe, não me quero rir, só quero estar na minha. Só eu, ele e o nosso filho, porque às vezes a família mata. A minha, pelo menos. E com o aproximar deste Natal só penso em como quero que o meu filho seja feliz, mas não por ter mais ou menos prendas. Por minha vontade, resumia tudo a uma. Era a prenda do Pai Natal. Mas é impossivel controlar os que fazem gosto em dar-lhe e depois de amanhã teremos a casa cheia de papel de embrulho e de tantos brinquedos que ele nem saberá por onde começar. 

De uma forma ou de outra, a seu tempo conseguiremos explicar-lhe que a felicidade não se mede pelo que se tem. Nem tenho muito do que me queixar, porque estes últimos dias já têm sido dias de Natal, com ele a concretizar a sua própria ideia da época, embrulhando brinquedos em papel de embrulho velho ou numa folha qualquer, para dar prendas a ele próprio, aos pais e aos peluches que ele diz serem seus irmãos (ou filhos, tem dias). E foi-se deitar radiante, com uma árvore de natal de feltro feita por mim no ano passado colada na cabeceira da cama. Disse-lhe que era a cama mais natalícia de todas, e ele estava mesmo contente. Um pedaço de feltro com uns brilhantes, e ele radiante, radioso e feliz, o meu filho. Que há uma semana não quis sair de casa para irmos comprar a prenda de Natal do pai. "Vamos fazer!". E fizemos. 

A minha questão é que me falta o meu pai. Há muitos anos. Este ano mais, não sei bem porquê. Talvez porque tenha percebido que, durante muitos tempo (muito mesmo), fui "saco do lixo" de frustrações, zangas e amarguras famíliares, à custa do um suposto mau feitio que é apenas o meu feitio. Lá está, é nisto que os 35 são bons e é por isso que a perspetiva de avançar na idade não me assusta nada - para já ainda é sempre a melhorar (fora as dores de costas, o problema nos olhos, etc, etc, etc).  Ser adulto também é isto, resolvermo-nos por dentro. Eu decidi dizer não ao rótulo "o teu feitio", nomeado como se fosse um cancro. O meu feitio é um entre muitos, é como os outros, tem coisas boas e más, ninguém é Santo nem deve vestir-lhe a pele. Quem eu sou não vai continuar a servir para justificar patetices como a que me tirou algo que fazia parte de mim e da minha infância, que fazia parte das minhas recordações com o meu pai, que pensei que viesse a fazer parte de mim e do meu filho. 

Queixumes à parte, estas seriam as prendas que gostaria de receber neste Natal, se o Natal me desse alguma coisa. Porque não precisei de as procurar, elas vieram ter comigo e eram mesmo a minha cara.



Ana Patrícia Pina

Ana Patrícia Pina




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Nail art - queres marcar a diferença?

Pshiiit

Pshiiit

pinkrock.com
Isto é mais do que manicure, é nail art. Não sei se a tradução certa será unhas transformadas em arte, mas para mim é disso que se trata. Claro que estamos a falar de alguém para quem pintar as unhas com verniz de cor de forma decente já é o cabo dos trabalhos, pelo que olhar para estas imagens tem de ser feito, no mínimo, com admiração. E, admirávelmente, neste trabalho de nail art temos quase tudo o que é preciso para ter estilo: personalização, imaginação, inovação, diferença, arrojo. Normalmente, é algo que usamos o que pode fazer a diferença. Neste caso, é a pintura em dez ou vinte pedacinhos de nós.

Em Portugal já conhecia o trabalho das Pretty Exquisite Image Consulting, com as suas especializações em manicure personalizada. Na Pshiiit encontrei agora todo um universo de arte e personalização na manicure. E esqueçam as fashionistas, porque agora também temos as nailistas.


Pretty Exquisite

Este site é um dos mais completos que encontrei sobre esta tendência de personalização na manicure, com propostas super inovadoras e unhas perfeitamente pintadas nos mais diversos estilos,  cheio de dicas interessantes para quem quiser aprofundar o tema: questões frequentes, conselhos e soluções, onde comprar verniz e acessórios - estamos a falar de nail art, sim, são precisos acessórios para ir além da pintura "tradicional". O blogue pinkrock também tem propostas interessantes.


Kiko: o paraíso dos vernizes (e da maquilhagem)


Fui à procura do blush que as Pretty Exquisite tinham recomendado numa rúbrica sobre maquilhagem na secção Do Outro Lado do Espelho, no P3, e descobri o paraíso: a Kiko. Uma marca italiana de cosméticos a preços bastante acessíveis (3,90 cada verniz), toneladas de opções e cores. Giras - cores mesmo giras. Encontrei finalmente um rosa de que gosto (375 Bois de Rosa) e um turquesa lindo de morrer (387 turquoise).

Não conhecia a marca por isso foi à procura dela numa loja de cosméticos multimarca. Mas não. Os produtos kiko vendem-se na Kiko. Entrei na do Norte Shopping e foi como se tivesse entrado no sétimo céu.

Aquilo são todos os produtos de que uma pessoa precisa para se maquilhar, pintar os olhos e as unhas, hidratar as mãos, remover as cutículas (com canetas e líquidos), utensílios para criar o efeito de manicure francesa, paninhos de acetona sem acetona para trazer na carteira.  Um mundo. Pode experimentar-se tudo e as meninas ajudam verdadeiramente a encontrar a solução certa para o nosso caso no meio de tanta escolha. Fiquei aliás a saber que preciso de uma base de pó mineral, só já não me lembro da cor, mas também existe em branco (fica transparente) e essa parece-me  a melhor opção.

Agora, com os vernizes na mão, só tenho de seguir as indicações da manicure de Primavera das Pretty Exquisite, (também "Do outro lado do Espelho, no P3) que ainda não tive tempo de analisar com atenção. E, quando puder, voltar à Kiko. Ou apreciar atentamente a loja online.